Casos confirmados de sarampo chegam a 28 em SP e capital concentra quase 90% dos registros da doença em 2026

Fiocruz confirma novos diagnósticos e autoridades ampliam a imunização em municípios paulistas diante das cadeias de transmissão

Cobertura vacinal em São Paulo está abaixo da meta de 95% para as duas doses previstas contra a doença.

Cobertura vacinal em São Paulo está abaixo da meta de 95% para as duas doses previstas contra a doença. Foto: Reprodução/Freepik

Os casos confirmados de sarampo chegaram a 28 no estado de São Paulo nesta quarta-feira (2/9). A atualização ocorreu após novos resultados laboratoriais e levou as autoridades de saúde a manter ações de vigilância e vacinação nos municípios afetados.

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Capital concentra a maior parte dos registros

A cidade de São Paulo reúne 25 dos 28 casos confirmados de sarampo registrados em 2026. São Bernardo do Campo tem dois registros, enquanto Guarulhos contabiliza um caso.

Com isso, a capital concentra cerca de 89% dos diagnósticos estaduais. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).

Entre os novos registros estão uma criança com menos de 1 ano e uma mulher na faixa dos 40 anos. As notificações ocorreram em julho e agosto.

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As análises das amostras foram realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo a secretaria, os dois casos fazem parte de cadeias de transmissão que já estão sendo acompanhadas.

Casos confirmados de sarampo têm relação com importação

Do total registrado no estado, dois casos são considerados importados. Os demais possuem relação com importação, embora a fonte exata da infecção ainda não tenha sido identificada.

A SES-SP também informou que quatro cadeias de transmissão foram identificadas em São Paulo ao longo de 2026. Uma delas foi encerrada após 12 semanas sem novos registros relacionados.

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O sarampo possui alta capacidade de transmissão. O vírus passa de uma pessoa para outra pelo ar, principalmente durante tosse, espirro, fala ou respiração.

Vacinação contra sarampo é ampliada

A estratégia de vacinação foi ampliada na capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo. Nessas cidades, pessoas de 6 meses a 59 anos podem receber a vacina contra a doença.

A aplicação ocorre mesmo quando existe registro anterior de vacinação. A equipe de saúde avalia a caderneta e verifica possíveis contraindicações antes da aplicação.

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Crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias podem receber a chamada dose zero. Essa aplicação funciona como proteção adicional e não substitui as doses previstas posteriormente no calendário.

A vacinação contra o sarampo utiliza a tríplice viral. O imunizante também protege contra caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente pelo SUS.

Cobertura vacinal ainda não atingiu a meta

Os dados preliminares de 2026 indicam cobertura de 89,35% para a primeira dose e de 74,64% para a segunda em São Paulo. A meta estabelecida é alcançar pelo menos 95% com as duas doses.

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A Secretaria de Estado da Saúde também mantém uma campanha de multivacinação nos 645 municípios paulistas. A ação busca atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

O sarampo pode provocar febre alta, manchas vermelhas, tosse, coriza e conjuntivite. Quem apresentar esses sinais deve procurar atendimento médico e informar possíveis contatos ou viagens recentes.

A vacina tríplice viral contém vírus atenuados e não provoca sarampo, caxumba ou rubéola. Gestantes e algumas pessoas com condições específicas não devem receber o imunizante, por isso a avaliação profissional é necessária.

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A atualização dos registros mantém a vigilância ativa no estado. As autoridades orientam a população a conferir a caderneta e procurar uma unidade de saúde para verificar as vacinas indicadas.