Quatro elevações fora do comum foram registradas em fevereiro de 2026 na chamada Ressonância Schumann. Os dados apareceram no aplicativo MeteoAgent e foram citados pelo New York Post.
A Ressonância Schumann é uma vibração elétrica natural que ocorre entre o solo e a ionosfera, a camada superior da atmosfera que é amplamente estudada pela Nasa.
Devido às variações fora do padrão, pesquisadores sempre observam os possíveis reflexos da Ressonância em sistemas tecnológicos e no organismo humano.
O que é Ressonância Schumann
Para entender a preocupação recente, muitos cientistas recorrem a uma comparação simples: é como se o “batimento cardíaco” elétrico da Terra tivesse acelerado por alguns dias.
A metáfora funciona porque a Ressonância Schumann é uma vibração contínua e repetitiva. O espaço em que ela ocorre age como uma grande caixa onde a energia dos raios fica reverberando.
O nome parece complicado à primeira vista, mas o significado é simples. “Ressonância” é a vibração que se mantém como um eco dentro de um espaço fechado.
Já “Schumann” é o sobrenome do físico alemão Winfried Otto Schumann, que descreveu esse fenômeno com cálculos na década de 1950.
O que realmente mudou
A frequência média dessa vibração é de 7,83 hertz. Em termos simples, significa que esse “batimento” elétrico pulsa cerca de oito vezes por segundo.
Segundo a Nasa, essa frequência pode variar quando há muita atividade solar.
Explosões no Sol lançam partículas que atingem o campo magnético da Terra e provocam tempestades geomagnéticas, que são perturbações nesse escudo invisível que nos protege da radiação espacial.
Em fevereiro, a escala de perturbação geomagnética chegou ao nível cinco em alguns dias.
Isso indica instabilidade relevante no campo magnético. Em situações mais intensas, podem ocorrer interferências em satélites, sistemas de navegação e até redes elétricas, como alerta a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.
E quanto ao corpo humano
Após a divulgação das variações na Ressonância Schumann, alguns usuários relataram nas redes sociais sintomas como tontura, dor de cabeça, zumbido no ouvido e dificuldade para dormir.
Até o momento, porém, esses relatos não têm comprovação direta.
A Universidade da Califórnia em Berkeley já investigou a influência de frequências ambientais no sono, mas os resultados foram inconclusivos e não amplamente validados pela comunidade científica.
Já um estudo da Universidade de Tóquio encontrou correlação entre variações de baixa frequência e pressão arterial, mas não demonstrou relação de causa e efeito.
Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde afirma que a exposição atual a campos eletromagnéticos de baixa frequência permanece abaixo dos limites considerados seguros.
Ou seja, não há evidência sólida de que os picos recentes provoquem sintomas físicos, e os riscos imediatos para a população são considerados baixos.


