Zumbido no ouvido e insônia: vibração da Terra acelera e humanos já começam a sentir os impactos

Relatos de sintomas surgiram após picos na Ressonância Schumann, mas ciência ainda não confirma ligação direta

Estudos tentam explicar o fenômeno, enquanto órgãos internacionais afirmam que os níveis atuais estão dentro dos limites considerados seguros

Estudos tentam explicar o fenômeno, enquanto órgãos internacionais afirmam que os níveis atuais estão dentro dos limites considerados seguros | NASA/Wikimedia Commons

Quatro elevações fora do comum foram registradas em fevereiro de 2026 na chamada Ressonância Schumann. Os dados apareceram no aplicativo MeteoAgent e foram citados pelo New York Post. 

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A Ressonância Schumann é uma vibração elétrica natural que ocorre entre o solo e a ionosfera, a camada superior da atmosfera que é amplamente estudada pela Nasa.

Devido às variações fora do padrão, pesquisadores sempre observam os possíveis reflexos da Ressonância em sistemas tecnológicos e no organismo humano.

O que é Ressonância Schumann

Para entender a preocupação recente, muitos cientistas recorrem a uma comparação simples: é como se o “batimento cardíaco” elétrico da Terra tivesse acelerado por alguns dias.

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A metáfora funciona porque a Ressonância Schumann é uma vibração contínua e repetitiva. O espaço em que ela ocorre age como uma grande caixa onde a energia dos raios fica reverberando.

O nome parece complicado à primeira vista, mas o significado é simples. “Ressonância” é a vibração que se mantém como um eco dentro de um espaço fechado. 

Já “Schumann” é o sobrenome do físico alemão Winfried Otto Schumann, que descreveu esse fenômeno com cálculos na década de 1950.

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O que realmente mudou

A frequência média dessa vibração é de 7,83 hertz. Em termos simples, significa que esse “batimento” elétrico pulsa cerca de oito vezes por segundo.

Segundo a Nasa, essa frequência pode variar quando há muita atividade solar. 

Explosões no Sol lançam partículas que atingem o campo magnético da Terra e provocam tempestades geomagnéticas, que são perturbações nesse escudo invisível que nos protege da radiação espacial.

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Em fevereiro, a escala de perturbação geomagnética chegou ao nível cinco em alguns dias.

Isso indica instabilidade relevante no campo magnético. Em situações mais intensas, podem ocorrer interferências em satélites, sistemas de navegação e até redes elétricas, como alerta a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

E quanto ao corpo humano

Após a divulgação das variações na Ressonância Schumann, alguns usuários relataram nas redes sociais sintomas como tontura, dor de cabeça, zumbido no ouvido e dificuldade para dormir.

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Até o momento, porém, esses relatos não têm comprovação direta.

A Universidade da Califórnia em Berkeley já investigou a influência de frequências ambientais no sono, mas os resultados foram inconclusivos e não amplamente validados pela comunidade científica.

Já um estudo da Universidade de Tóquio encontrou correlação entre variações de baixa frequência e pressão arterial, mas não demonstrou relação de causa e efeito.

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Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde afirma que a exposição atual a campos eletromagnéticos de baixa frequência permanece abaixo dos limites considerados seguros. 

Ou seja, não há evidência sólida de que os picos recentes provoquem sintomas físicos, e os riscos imediatos para a população são considerados baixos.