A paixão pelos relógios de luxo voltou aos holofotes durante a Copa do Mundo. Além das partidas, coleções usadas por jogadores como Neymar, Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Erling Haaland e Vinícius Jr. também despertaram a curiosidade dos fãs.
No entanto, você não precisa ser um astro do futebol para ter uma peça valiosa. Seu relógio antigo, esquecido em sua casa, pode valer muito mais do que você imagina.
A seguir, saiba identificar se o seu relógio antigo é mais do que uma simples velharia.
Modelos e tradição dos relógios antigos como objetos de luxo
Diferente de muitos objetos de luxo, um relógio antigo pode ser visto como um objeto cultural, já que reflete uma época, técnica, gosto e permanência.
“Em muitos casos, o valor não está só na marca ou no material, mas na combinação entre engenharia, design, estado de conservação, originalidade e procedência”, diz o especialista em relógios Sylvio Rolim, proprietário da S Rolim, empresa com mais de 40 anos de experiência em avaliação de joias e relógios.
Segundo Sylvio, modelos icônicos, séries limitadas, relógios fora de linha, peças ligadas a esportes, aviação, automobilismo, exploração espacial ou figuras conhecidas costumam valer muito no mercado, podendo atingir de milhares de reais a milhões de dólares, dependendo do modelo e estado de conservação.
“Colecionadores costumam olhar para alguns fatores principais: marca, modelo, referência, raridade, originalidade, estado de conservação, procedência e relevância histórica. Um relógio chama atenção quando tem história e quando seus elementos fazem sentido entre si e para o mercado”, ressalta Sylvio.
Como saber se tenho uma raridade em casa?
Para saber se um relógio perdido no fundo da gaveta, ou mesmo uma peça que está na família há gerações, pode ter um bom valor no mercado de second hand, é importante observar, sem tentar abrir, limpar, polir ou dar corda à força, os seguintes itens:
- Marca no mostrador;
- Modelo ou nome da coleção;
- Material da caixa, como ouro, aço, prata ou platina;
- Se há número de série ou referência no fundo da caixa;
- Se o relógio tem documentos, caixa ou certificado;
- Se há inscrições no fundo;
- Se está funcionando ou não.
“Mesmo relógios aparentemente simples podem ter valor se forem de uma marca reconhecida, tiverem material nobre, forem raros ou preservarem componentes originais”, ressalta Sylvio.
Os relógios mais desejados do mercado
Algumas marcas e modelos se tornaram ícones culturais e, por isso, tendem a despertar mais interesse. Um relógio de bolso em ouro, por exemplo, pode ser valorizado pelo peso do ouro, além de eventual valor histórico.
Omega, Cartier, Heuer, Piaget vintage em bom estado podem valer milhares de reais, dependendo do modelo. O último citado é encontrado à venda online por mais de R$ 16 mil, por exemplo.
Já peças de marcas como Rolex, Blancpain, Patek Philippe, H. Moser & Cie., Audemars Piguet e Breguet podem alcançar valores muito mais altos. Um Audemars Piguet Royal Oak Chronograph é anunciado por mais de R$ 360 mil.
“Um Rolex Datejust antigo pode valer dezenas de milhares de reais [R$ 97.900 no site oficial]; um Submariner, GMT-Master ou Daytona vintage pode chegar a valores muito superiores, conforme referência e condição. Em alta relojoaria, Patek Philippe, Audemars Piguet e H. Moser & Cie. raros podem alcançar centenas de milhares ou até milhões de dólares em leilões internacionais”, comenta o especialista.
Vale reforçar, entretanto, que esses são exemplos de mercado, não uma promessa de valor.
“Dois relógios aparentemente parecidos podem ter preços completamente diferentes por causa de detalhes de referência, mostrador, documentação, estado e originalidade”, finaliza Sylvio.






