Localizado na capital paulista, em frente ao Parque Ibirapuera, está um dos cartões postais mais visitados de São Paulo.
Feito pelo escultor ítalo-brasileiro Victor Brecheret (1894-1955), o Monumento às Bandeiras relata uma história que, há séculos passados, ajudou a transformar o Brasil no que ele é hoje.
A escultura, em granito, tem 50 metros de comprimento por 16 metros de altura, e foi inaugurada em 1953, nas comemorações do quarto centenário de fundação da cidade.
O que o monumento representa?
Segundo informações da Alesp, os bandeirantes representados da obra eram homens que desbravaram os sertões no período colonial (séculos XVII e XVIII) em busca de riquezas minerais (principalmente ouro e prata).
Em sua caminhada para o interior, o monumento demonstra uma cena emblemática. Victor Brecheret trouxe à vida um grupo anônimo de 32 figuras (homens, mulheres e crianças), representando algumas etnias, como os portugueses (barbados) e indígenas (com cruzes no pescoço).
Ainda aparecem negros e mamelucos (pessoas com ascendência indígena e branca). Alguns estão puxando uma canoa de monções, muito usada pelos bandeirantes nas expedições fluviais, e duas figuras estão montadas em dois cavalos.
Eles contribuíram para a expansão territorial do Brasil e foram os responsáveis pela descoberta do ouro em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
Alguns apelidos curiosos da obra
O monumento é popularmente chamado de Empurra-Empurra ou Deixa-Que-Eu-Empurro, que se referem ao fato de a embarcação que ali está nunca sair lugar, mesmo com todas as 32 figuras puxando.
Se você reparar bem, as figuras da frente não estão realmente tentando mover a canoa de monções: as cordas estão muito frouxas. A única figura que estaria se esforçando ao máximo para mover a canoa é a última, que empurra o barco.
Sobre o autor da obra: Victor Brecheret
Victor Brecheret, nome artístico de Vittorio Breheret, iniciou sua formação artística em 1912, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Foi discípulo do escultor Arturo Dazzi, em Roma, onde permanece de 1913 a 1919.
Em sua volta, instala ateliê no Palácio das Indústrias, quando entra em contato com os modernistas, movimento que abraça logo de início, apesar de ausente do país, em Paris. Brecheret participa da Semana de Arte Moderna, em 1922, com doze esculturas.
Em 1926, realiza sua primeira exposição individual. Com esculturas da fase francesa, o artista conviveu em Paris com Henry Moore, Emile Antoine Bourdelle, Aristide Mailol e Constantin Brancusi entre outros. E, em 1936, inicia a execução daquela que seria a sua escultura mais famosa: o Monumento às Bandeiras.
Também são de Brecheret o Monumento a Duque de Caxias, a fachada externa do Jockey Club e os baixos relevos do Moinho Santista, entre outros.




