Você lembra do Wagner Moura assim? O lado leve dele no cinema surpreende

Lembrado por personagens intensos, o ator também entrega humor e carisma em filmes que passam batido para muita gente

A trajetória cinematográfica de Wagner Moura é mais diversa do que muita gente imagina

A trajetória cinematográfica de Wagner Moura é mais diversa do que muita gente imagina | Reprodução/IMDB

Wagner Moura pode ter ficado conhecido mundialmente por sua performance em O Agente Secreto, indicada ao Oscar de Melhor Ator, mas sua carreira marcou o cinema brasileiro muito antes.

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Ele é amplamente lembrado por seu protagonismo em Tropa de Elite (2007), onde interpretou Roberto Nascimento, o capitão do BOPE que ganhou o público com intensidade, presença e voz.

No entanto, a trajetória cinematográfica de Wagner Moura é mais diversa do que muita gente imagina e esse é um lado pouco comentado do ator.

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Versatilidade é o maior trunfo do ator

Apesar da imagem estabelecida no imaginário popular, com um registro associado ao vigor, existem filmes de Wagner Moura que desafiam essa leitura.

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Em alguns projetos, ele aparece mais solto, apostando no humor e na comédia, com performances carismáticas e ritmo de cena.

Cenas de pressão e olhares marcantes podem ser um forte do ator, mas outros trabalhos mostram que a carreira dele não cabe dentro desse rótulo.

Saneamento Básico, O Filme (2007) e o humor cotidiano

Saneamento Básico é um longa de comédia que trabalha humor de situação. A graça não vem pronta.

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Os Ganhadores do Globo de Ouro Fernanda Torres e Wagner Moura estrelam o longa ao lado de elenco de peso (Reprodução/IMDB)

Ela nasce de uma situação corriqueira, em que os personagens precisam resolver o conflito usando o pouco que têm em mãos.

É aí que Wagner entra. Ele usa timing cômico para surpreender, se destaca nos detalhes e contribui para o andamento das cenas com ritmo e presença.

Wagner Moura está mais acessível em O Homem do Futuro (2011)

O Homem do Futuro é um exemplo em que o ator entrega uma performance voltada ao carisma do personagem.

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Wagner Moura e Natalia Dill contracenam juntos em comédia-romântica (Reprodução/IMDB)

Wagner carrega a narrativa com leveza e frescor, em um ritmo cênico que permite ao espectador acompanhar a trama sem maiores explicações.

Embora subestimado, esse papel reforça que o artista transita por áreas diferentes sem perder a qualidade de seu trabalho.

Deus é Brasileiro (2003) revela lado esquecido de Wagner

Aqui, Wagner Moura interpreta Taoca, um personagem esperto e desconfiado. A abordagem é mais solta e o ator traz sutileza na construção.

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Wagner atuou ao lado de nomes como Antonio Fagundes e Paloma Duarte (Reprodução/IMDB)

Com improviso e composição carismática de cena, o filme retrata situações inusitadas do cotidiano.

Wagner troca a tensão de outros papéis pelo tempo de reação, que encaixa no tom do longa e  evidencia sua flexibilidade como artista