Rica em ômega-3, chia esconde perigo se consumida da forma errada; veja como evitar

Estudos relacionam o consumo da chia à saúde do coração, controle da glicemia e aumento da saciedade

Forma de consumo faz diferença e o preparo incorreto da chia pode causar riscos

Forma de consumo faz diferença e o preparo incorreto da chia pode causar riscos | Magnific

Conhecida cientificamente como Salvia hispanica, a chia era consumida por povos antigos da América Central, como Maias e Astecas, desde 1.000 a. C.

Continua após a publicidade

Nos últimos anos, a semente voltou a ser popular por causa do valor nutricional e da facilidade de uso no dia a dia.

Ela pertence à família da menta e pode ser encontrada em supermercados, feiras e lojas de produtos naturais no Brasil. Além de acessível, também pode ser cultivada em vasos e pequenos quintais.

Uma revisão publicada na revista científica Annals of Botany apontou que a chia possui cerca de 31% de gorduras, 25% de proteínas e 35% de carboidratos, além de minerais como cálcio, fósforo e magnésio.

Continua após a publicidade

A seguir, confira o que esses e os outros nutrientes presentes na semente da planta podem fazer pela saúde.

O que a chia pode fazer pelo organismo

Um dos principais destaques da chia é a presença de ômega-3 vegetal, conhecido como ácido alfa-linolênico.

Uma revisão disponível no Journal of Food Science and Technology relaciona o consumo da semente à melhora da saúde cardiovascular e ao controle do colesterol.

Continua após a publicidade

Segundo a pesquisa, as fibras também ajudam no controle da glicemia. Quando entra em contato com líquidos, a chia forma uma espécie de gel que desacelera a digestão e reduz os picos de açúcar no sangue.

Outro efeito bastante conhecido é a sensação de saciedade.

Uma pesquisa publicada na plataforma SciELO mostrou que a capacidade de absorver água e a presença significativa de fibras na chia ajudam a prolongar a sensação de estômago cheio.

Continua após a publicidade

Cuidados importantes antes do consumo

Consumir a semente de chia logo antes de beber água pode causar obstrução e acidentes graves (Foto: Magnific)

Apesar dos benefícios, a semente de chia exige alguns cuidados. Consumi-las secas e beber água logo em seguida pode causar expansão ainda no esôfago, aumentando o risco de obstrução e acidentes graves.

Pessoas que usam anticoagulantes ou remédios para pressão alta também devem buscar orientação médica antes de incluir grandes quantidades da semente na rotina.

O excesso de fibras pode causar desconforto intestinal em quem não está acostumado. Por isso, o ideal é começar com pequenas porções.

Continua após a publicidade

Como consumir da forma correta

A forma mais segura de consumir chia é hidratando as sementes antes. Em cerca de 20 minutos, uma colher de sopa misturada em meia xícara de água forma um gel consistente que pode ser ingerido.

Esse preparo pode ser usado em vitaminas, iogurtes e receitas. Outra opção popular é acrescentar a semente em sobremesas saudáveis como o pudim de chia, feito com leite ou bebida vegetal.

Também é possível consumir a chia triturada. Nesse formato, a absorção do ômega-3 tende a ser facilitada pelo organismo.

Continua após a publicidade
Em cerca de 20 minutos, uma colher de sopa de chia misturada em meia xícara de água forma um gel consistente que pode ser ingerido (Foto: Magnific)

Plantio simples pode ser feito em vasos

A chia pode ser cultivada em casa usando vasos com cerca de 30 centímetros de profundidade. Para isso, as sementes devem ser espalhadas sobre a terra úmida e cobertas com uma fina camada de solo.

A planta precisa de sol pleno e regas frequentes, mas sem excesso de água. O ciclo costuma durar de quatro a seis meses.

Quando as flores começam a secar, as sementes já podem ser colhidas. As hastes devem ser penduradas em local seco e ventilado para finalizar a secagem natural.