Alvo de ação da PF, deputado Mário Frias critica operação desta quinta-feira e fala em ‘cortina de fumaça’

Em vídeo divulgado nas redes sociais, ex-ministro da Cultura no governo Bolsonaro afirmou que vai colaborar com a PF e entregar os documentos solicitados

Mario Frias, do PL-SP/Câmara dos Deputados

Mario Frias, do PL-SP / Câmara dos Deputados

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) afirmou, por meio de vídeos nas redes sociais, que a operação realizada pela PF (Polícia Federal) nesta quinta-feira (10/9) não passa de uma “cortina de fumaça”.

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O ex-ministro da Cultura no governo Jair Bolsonaro (PL) afirmou ainda que vai colaborar com a investigação, entregar os documentos solicitados e disse acreditar que o caso será arquivado.

Frias confirmou que agentes da PF estiveram em sua casa pela manhã e apreenderam celular, documentos e computador, mas disse que não houve mandados de prisão contra ele ou outros investigados.

PF apreende sete armas na casa de Mário Frias

Durante o cumprimento dos mandados na manhã desta quinta, os agentes da PF apreenderam sete armas de fogo registradas em nome de Mário Frias.

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Os armamentos, porém, estavam em um endereço diferente daquele declarado pelo parlamentar.

A possível irregularidade relacionada à posse das armas também será investigada pela Polícia Federal.

Além dos armamentos, celulares e computadores foram apreendidos em endereços ligados aos investigados.

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Ao todo, a Operação Make Up cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

Investigação mira destino de R$ 2 milhões em emendas

Mário Frias foi alvo de buscas autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em investigação que apura suspeitas de irregularidades envolvendo recursos provenientes de emendas parlamentares.

A PF apura o destino de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinados por Frias ao Instituto Conhecer Brasil em 2024. O ICB é presidido por Karina Gama, produtora do filme “Dark Horse”, que retrata a vida de Jair Bolsonaro.

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Os recursos foram pagos entre fevereiro e outubro de 2025.

A investigação busca esclarecer se o dinheiro foi efetivamente utilizado na produção do filme ou se houve desvio dos valores.