Muita gente evita consumir alimentos com manchas ou alterações na aparência por associar esses sinais à presença de fungos e bactérias prejudiciais à saúde.
Em vários casos, o cuidado faz sentido, principalmente em alimentos mais úmidos e macios, que estragam com maior facilidade.
Com a cebola, porém, algumas manchas escuras na casca nem sempre indicam que o alimento precisa ser descartado imediatamente.
É o que explica a bióloga Ana Duarte (@/anacnd) em um vídeo publicado recentemente no Instagram.
Cebolas com manchas pretas são perigosas?
Segundo a bióloga Ana Duarte, as manchas escuras na cebola realmente podem ser causadas pelo fungo Aspergillus niger, responsável pelo mofo.
Esse fungo pode provocar doenças em humanos. Porém, em pessoas saudáveis, pequenas quantidades normalmente não representam risco significativo.
O que fazer com cebolas manchadas
Se o mofo estiver apenas na casca e em pouca quantidade, tanto Ana Duarte quanto o United States Department of Agriculture afirmam que pequenas áreas afetadas podem ser removidas em frutas e vegetais firmes e com baixa umidade, já que o mofo tem mais dificuldade para penetrar nesses alimentos.
A recomendação é cortar pelo menos 2,5 centímetros ao redor e abaixo da parte afetada, o equivalente a uma ou duas camadas da cebola. Depois disso, o alimento pode ser lavado e consumido normalmente.
Também é importante manter a faca longe da área mofada para evitar contaminação cruzada em outras partes do alimento.
A orientação vale ainda para frutas e vegetais firmes como repolho, cenoura e pimentão.
Quais cebolas devem ser descartadas
Quando a cebola tiver manchas pretas em excesso, o recomendado é jogar fora. O mesmo vale para alimentos com cheiro forte, textura muito mole ou sinais avançados de deterioração.
Outra orientação importante é evitar cheirar diretamente o fungo presente na cebola, pois a inalação libera microesporos diretamente nas vias aéreas.
Lembrando que pessoas imunossuprimidas precisam ter atenção redobrada e evitar todos os tipos de mofo, mesmo que seja em pequenas quantidades.
Isso inclui pacientes em tratamento oncológico, transplantados recentes e indivíduos com doenças infecciosas crônicas ou autoimunes.






