Com o início da primavera, há diversas mudanças climáticas que podem nos prejudicar. Um dos fatores que nos afetam é o calor e a alta umidade. Essas condições, podem criar vários casos para a proliferação de pulgas.
Especialistas alertam que, além de serem incômodas, as infestações desses parasitas podem comprometer a saúde dos pets e o bem-estar de toda a família, especialmente nesta época do ano. Saiba mais sobre as pulgas e os cuidados necessários para proteger seu pet.
Características de uma pulga
As pulgas são insetos pequenos (1 a 8,5 mm de comprimento), desprovidos de asas e vivem como parasitas externos de animais domésticos, silvestres e do próprio homem, alimentando-se de sangue.
Algumas espécies apresentam especificidade de espécie-hospedeiro, ou seja, parasitam apenas uma espécie animal. Outras, embora apresentando hospedeiros preferenciais, podem sugar outros animais, daí sua importância na transmissão de doenças.
Em geral, elas se movimentam bastante e suas patas posteriores estão adaptadas para saltarem de 17 a 20 cm verticalmente e 35 à 40 cm horizontalmente (menos a espécie Tunga penetrans). São insetos muito sensíveis às variações externas de temperatura e umidade.
O processo da pulga e o “fator primavera”
De acordo com a médica veterinária, Lysandra Barbieri, as pulgas adultas podem colocar cerca de 50 ovos por dia nos pets.
Esses ovos caem no ambiente quando o animal se movimenta, espalhando-se pela casa e iniciando um ciclo difícil de controlar.
Esses ovos se transformam em larvas, que se desenvolvem em locais como tapetes e caminhas. Alimentando-se de matéria orgânica, como fezes de pulgas adultas e restos de pele, elas formam casulos que resistem até seis meses no ambiente.
O ciclo completo de vida das pulgas leva aproximadamente 21 dias, e as condições ideais para sua reprodução são temperaturas entre 25 e 35°C e umidade acima de 70%.
De acordo com Barbieri, a primavera é um período crítico para o aumento de infestações, embora pulgas possam se proliferar sempre que essas condições estão presentes.
Infecções e casos com mais frequência
As infestações ocorrem com mais frequência em gatos, já que a pulga de gato (Ctenocephalides felis) pode infestar tanto felinos quanto cães.
Já a pulga de cão (Ctenocephalides canis) afeta apenas os caninos. Isso torna especialmente importante que os tutores de gatos fiquem atentos e tomem medidas preventivas.
Os sintomas e a proliferação de pulgas
A coceira intensa é um dos sinais mais comuns de infestação em pets, causada pela saliva das pulgas, que pode desencadear uma reação de hipersensibilidade.
“A coceira e o desconforto são consequências diretas, e as lesões provocadas pela irritação podem comprometer a qualidade de vida dos animais”, afirma a veterinária.
Para tratar o problema, é essencial abordar tanto o animal quanto o ambiente, com um tratamento preventivo que dure ao menos três meses.
Infelizmente, as infestações podem ocorrer não só dentro de casa, mas também em quintais, jardins e áreas externas. Nessas áreas, o controle é ainda mais desafiador, o que torna a prevenção constante uma medida essencial.
“Em ambientes externos, a eliminação é mais complicada. Por isso, o tratamento preventivo contínuo se torna imprescindível”, orienta Barbieri.
Prevenção
Entre as recomendações de prevenção estão o uso de produtos específicos, como coleiras, pipetas, comprimidos e sprays, que devem ser escolhidos conforme orientação veterinária.
Os tratamentos para o ambiente são igualmente importantes, pois eles atuam nos locais onde as pulgas se desenvolvem, evitando a reincidência da infestação.
Com essas orientações, tutores podem proteger seus pets e garantir um ambiente saudável para todos durante a primavera, minimizando os riscos de uma infestação e assegurando o bem-estar dos animais.




