Pesquisa com 36 mil pessoas mostra que beber café pode reduzir em 30% o risco de diabetes

Pesquisa acompanhou adultos por vários anos e encontrou menor ocorrência da doença entre consumidores regulares de café

Resultado foi observado em homens e mulheres que mantinham o hábito diário da bebida ao longo do tempo

Resultado foi observado em homens e mulheres que mantinham o hábito diário da bebida ao longo do tempo | Freepik

O café está entre as bebidas mais consumidas no mundo e faz parte da rotina de milhões de brasileiros logo nas primeiras horas do dia.

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Além de ajudar a despertar, é famoso por possíveis efeitos sobre o metabolismo, como a glicose no sangue.

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Esse interesse aumentou após a divulgação de uma pesquisa publicada em 2008 no The American Journal of Clinical Nutrition.

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Segundo a análise com quase 40 mil pessoas em Singapura, o consumo diário de café foi associado a 30% menos risco de desenvolver diabetes tipo 2.

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Como a pesquisa foi feita

Estudo analisou dados de 36.908 homens e mulheres com idades entre 45 e 74 anos.

O estudo analisou dados de 36.908 homens e mulheres com idades entre 45 e 74 anos.

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Todos participaram de um levantamento de saúde que avaliou hábitos alimentares, peso corporal, atividade física e histórico médico.

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Essas pessoas foram acompanhadas por cerca de cinco anos. Durante esse período, os pesquisadores registraram quem desenvolveu diabetes e compararam o resultado com a quantidade de café e chá consumida no dia a dia.

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As informações foram coletadas por meio de entrevistas e questionários detalhados sobre alimentação.

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Cada participante informava quantas xícaras costumava beber por dia ou por semana, o que permitiu observar padrões de consumo ao longo do tempo.

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Resultados da pesquisa

Pessoas que relataram consumir quatro ou mais xícaras de café por dia tiveram cerca de 30% menos risco de desenvolver diabetes tipo 2 (Foto: Freepik)

Ao final do acompanhamento, 1.889 participantes receberam diagnóstico de diabetes tipo 2. Quando os dados foram comparados, apareceu uma diferença clara entre os grupos.

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As pessoas que relataram consumir quatro ou mais xícaras de café por dia tiveram cerca de 30% menos risco de desenvolver a doença em comparação com aquelas que não consumiam café diariamente.

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O fenômenos acontece devido a compostos bioativos presentes no café, como o ácido clorogênico e o magnésio, que melhoram o metabolismo da glicose, aumentam a sensibilidade à insulina e reduzem a absorção de açúcar.

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O levantamento também avaliou outras bebidas. Entre os participantes que consumiam ao menos uma xícara de chá preto por dia, foi observada uma redução aproximada de 14% no risco de diabetes.

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Nesse caso, a explicação mais aceita é a presença de polifenóis (especialmente teaflavinas e tearubiginas) no chá preto, que melhoram a sensibilidade à insulina e regulam o açúcar no sangue.

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Ressalvas sobre o estudo

Apesar dos resultados positivos, o consumo exagerado não é indicado (Foto: Freepik)

Apesar dos resultados positivos, o consumo exagerado não é indicado.

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Beber grandes volumes de café ao longo do dia pode causar efeitos indesejados, como insônia, irritação no estômago e aumento da frequência cardíaca.

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O ideal é tomar de duas a quatro xícaras ao longo do dia, o que permite aproveitar os possíveis benefícios sem exageros.

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Outro ponto importante envolve o modo de consumo. Reduzir a quantidade de açúcar adicionada ao café ajuda a evitar o efeito contrário, já que o excesso de açúcar está diretamente ligado ao aumento da glicose no sangue.