O bairro da Liberdade como conhecemos atualmente começou a se desenhar na década de 1970, quando foram instaladas as icônicas lanternas orientais.
Os primeiros japoneses, entretanto, começaram a desembarcar no Brasil muito tempo antes, em 1908, fugindo da fome que assolava o Japão.
A presença oriental, especialmente japonesa, mas também chinesa e coreana, é possível ser encontrada em muitos pontos comerciais do bairro da Liberdade, como nas sugestões a seguir.
O que fazer no bairro da Liberdade
1. Feira da Liberdade
Criada em 1975, a Feira da Liberdade acontece todos os sábados e domingos, das 10h às 18h, na saída do metrô Liberdade-Japão.
Nela, é possível encontrar barracas de artesanato de origem japonesa, artigos orientais diversos, apresentações musicais, entre outros. Mas, as estrelas do lugar são as barracas de comidas típicas.
Tempurás, guiozas e temakis são encontrados em diversos bosques, mas também é possível provar takoyaki (um bolinho japonês recheado de polvo ou camarão), yakissoba e doces, como o doce de feijão.
2. Museu da Imigração Japonesa
O Museu da Imigração Japonesa abriu as portas em 1978, após uma grande campanha de arrecadação de recursos realizada no Brasil e no Japão.
Administrado pelo Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social), o Museu possui um acervo de 97 mil itens pertencentes aos imigrantes japoneses, tais como documentos, fotos, utensílios domésticos, quimonos, entre outros.
O Museu ocupa os 7º, 8º e 9º andares do prédio do Bunkyo, na rua São Joaquim, 381. Às quartas-feiras, a entrada do Museu é gratuita.
3. Sato Cinema
Inaugurado em julho de 2023, o Sato Cinema também funciona no prédio do Bunkyo, contando com poltronas estilo retrô, que comportam até 750 pessoas.
No espaço são reproduzidos filmes relacionados à cultura asiática, legendados ou dublados em português. As exibições acontecem em datas específicas. Para saber a programação, basta acompanhar a página do espaço no Instagram, @satocinemaoficial.
4. Templo Busshinji
Localizado na rua São Joaquim, 285, está o Templo Busshinji, que é a sede da Missão da Escola Sotozen para a América do Sul.
Nele, é possível participar de algumas cerimônias abertas ao público, como a Cerimônia Memorial Mensal.
5. Restaurantes da Liberdade
O bairro da Liberdade tem cada vez mais se firmado como um polo gastronômico da cidade de São Paulo. Por lá, é possível encontrar restaurantes tradicionais, bem como lugares da moda, com cenários e comidas exuberantes para postar no feed das redes sociais.
No Lamen Kazu, por exemplo, é possível provar lamens tradicionais, como os servidos no Japão. Já no Rong He, o foco é totalmente na culinária chinesa.
Entre os estabelecimentos mais modernos, destaque para o Eat Asia Liberdade, que serve hambúrgueres e pratos tradicionais da culinária japonesa e chinesa, além de ter na entrada um café da Hello Kit, com todos os itens temáticos da personagem.
6. Comércio na Liberdade
Itens de decoração, papelaria, mangás, fantasias de personagens japoneses, comidas típicas. Estes são só alguns exemplos do que é possível encontrar nas lojas de produtos típicos orientais espalhadas pelas ruas do bairro da Liberdade.
Para quem procura por produtos importados de culinária, uma boa pedida é a Casa Bueno, na rua Galvão Bueno, 48. Aberta há 20 anos, a loja costuma lotar aos finais de semana de gente à procura de balas, chocolates, bebidas, lamen, massas, molhos, salgadinhos, produtos naturais, entre outros, vindos de países do Oriente.
Já a Livraria Sol é referência para quem procura mangás, publicações japonesas e itens de papelaria. Fundada em 1949, na Praça da Liberdade, no início, ela importava livros japoneses dos Estados Unidos.
Presença negra no bairro da Liberdade
Apesar de ser conhecido como um bairro oriental, a presença da cultura negra também pode ser vista no bairro da Liberdade. Isso porque, antes da chegada dos imigrantes, a localidade teve sua história entrelaçada com o período da escravidão.
Na região havia, por exemplo, um Pelourinho e o Largo da Forca. O primeiro continha postes onde os escravizados eram castigados; enquanto o segundo era assim nomeado por abrigar uma forca utilizada para a execução de quem era condenado à pena de morte.
Mais tarde, nos séculos XVIII e XIX, o bairro recebeu as casas dos primeiros negros alforriados.
7. Capela dos Aflitos
A Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, ou Capela dos Aflitos, como é popularmente conhecida, está localizada entre a Rua Galvão Bueno e a Rua da Glória, na Rua dos Aflitos, 70.
Originalmente, porém, ela ficava no centro do Cemitério dos Aflitos, que era reservado ao sepultamento de escravizados, indígenas e de condenados à morte na forca. O cemitério funcionou entre 1775 e 1858, quando foi inaugurado o Cemitério da Consolação.
Hoje, a capela funciona de todos os dias, das 9h às 16h. As missas acontecem às segundas-feiras, às 12h e às 15h.
8. Estátua Madrinha Eunice
Inaugurada em 2022, a estátua de bronze é uma homenagem à ativista do movimento negro e sambista Deolinda Madre, conhecida como Madrinha Eunice.
A estátua está localizada na Praça da Liberdade e a figura de Madrinha Eunice está ligada ao surgimento da escola de samba Lavapés Pirata Negro, a mais antiga de São Paulo, fundada em 1937.








