Jornalista revela como acabou com a gordura abdominal usando ‘bom senso’

Para homens de meia idade, o que importa não é quão gordo você é, mas onde está a gordura

Gordura visceral é mais fácil de queimar que a subcutânea

Gordura visceral é mais fácil de queimar que a subcutânea | Imagem: Pexels

Durante o lockdown de Covid-19, alguns faziam exercícios como atletas olímpicos para manter a sanidade. Outras pessoas comem em excesso para aliviar a ansiedade. É nesse segundo caso que a gordura visceral pode se acumular no abdômen. 

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Mas uma “dieta de bom senso” pode acabar com o problema. É o que relatou Ben Rowell, colunista do jornal The Telegraph. O jornalista teve um caso de taquicardia sinusal em decorrência da Covid e não conseguia praticar exercício nenhum.

Com o tempo, persistência e uma dieta balanceada, Rowell relatou que conseguiu recuperar a capacidade de fazer exercícios, e aos poucos se livrar da gordura visceral que tinha acumulado. Entenda melhor sobre esse tipo de gordura.

No abdômen

O tecido adiposo visceral (TAV) é a gordura que se acumula profundamente na cavidade abdominal, envolvendo órgãos vitais como o estômago, fígado e intestinos.

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Geralmente é visto como a gordura abdominal localizada na barriga, a famosa “barriguinha de chopp”.

Mais perceptível em homens, porque o corpo feminino tende a acumular gorduras em outras partes do corpo, o excesso de gordura visceral pode levar a problemas de saúde graves.

Entre eles: diabetes, doenças cardíacas e derrame.

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A boa notícia? A gordura visceral é mais fácil de queimar do que a subcutânea, que fica embaixo da pele em outros pontos do corpo, principalmente com exercícios de média intensidade, como caminhadas rápidas.

Dieta de Bom senso

Para perder a densa camada de TAV que se acumulava no abdômen, Ben foi aconselhada por uma nutricionista a adotar uma dieta com déficit calórico de 1.700 calorias por dia. Como fazer isso?

Existem vários tipos de dieta. O jejum intermitente está na moda entre homens por fazer bem ao intestino, mas “não há evidências de que seja melhor do que qualquer dieta com controle calórico”, escreveu Rowell.

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A dieta mediterrânea também é muito boa, mas o problema é que é extremamente caro se alimentar apenas de nozes e peixes, e nada prático. A solução pensada por Rowell e sua nutricionista foi uma dieta de bom senso.

Ao invés de passar várias horas sem comer, e depois recuperar todas as calorias comendo besteira e tomando cerveja, a recomendação é comer menos e mais espaçadamente durante o dia.

Como fazer a dieta do bom senso

Use o bom senso. Sem cair em dietas super restritivas e difíceis de seguir, foque em cozinhar em casa gastando pouco (Rowell mantinha o limite de 10 libras por dia) e comendo o máximo de salada que você puder.

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Uma comida parece gordurosa demais? Uma refeição parece te fazer sair do limite calórico? Evite, mas não se prive para sempre.

Alguns nutricionistas recomendam o “dia do lixo”, um dia da semana em que você pode sair das comidas preparadas para comer algo saboroso e nada saudável.

Resultados do bom senso

Ben Rowell adotou o bom senso em sua dieta e perdeu 5 kg em apenas 2 meses, e 80% dessa gordura toda queimada era tecido adiposo visceral. Ele passou de 169 para 131 nos testes de TAV.

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A lição que fica? Para quem busca emagrecer e se livrar da pochete, mais importante que dietas profundamente restritivas é adequar a rotina e transformar hábitos.

Fazer exercícios de baixa e moderada intensidade ao longo da semana ajudam muito a eliminar gordura.

Mas atenção: apenas um nutricionista profissional pode diagnosticar o seu tipo de gordura e preparar uma dieta adaptada ao seu dia a dia e seus hábitos alimentares. Comer saudável pode ser difícil, mas um profissional pode te mostrar o caminho certo.