Com o desafio contemporâneo de conciliar o estilo de vida moderno com a sustentabilidade, uma região da Holanda se destacou neste contexto. Para morar no bairro de Oosterwold, em Almere, a leste da capital, Amsterdã, há o requisito de plantar alimentos em pelo menos metade da propriedade.
A medida foi idealizada pelo governo local como forma de incluir a agricultura urbana no planejamento da região e conscientizar a população sobre o design municipal.
Regulamentação e auxílios
Durante o ato da compra de uma propriedade, o novo proprietário deve assinar um termo que determina a medida obrigatória para morar no local.
Apesar disso, não há monitoramento nem inspeções institucionais para conferir se o acordo está sendo cumprido. O cumprimento depende da consciência dos próprios residentes.
Embora a agricultura seja obrigatória para viver no bairro, não é necessário que os novos moradores tenham experiência prévia com a plantação. Isso faz com que os residentes lidem com o requisito de formas variadas, mas também tenham problemas com esse novo desafio.
Para contornar a falta de expertise, foi criado o Oosterwold Food Hub, uma organização gerida pelas autoridades locais e pela cooperativa de alimentos do bairro. A entidade realiza workshops e cede recursos e conhecimentos para capacitar os moradores na prática agrícola.
Sucesso da sustentabilidade
A medida na região foi um sucesso, o que possibilitou que a área se tornasse mais autossuficiente. Os frutos do incentivo agrícola ajudam a alimentar as famílias do bairro e fornecem matéria-prima a restaurantes e comércios nas proximidades de Oosterwold.
O estilo de vida ecologicamente amigável atrai muitos holandeses de todo o país. Com a procura em alta, a região vive uma valorização imobiliária.
Além de chamar atenção, a iniciativa também se mostra bem-sucedida do ponto de vista ecológico. De acordo com pesquisas, fazendas de pequeno porte ajudam a melhorar a qualidade do solo e a biodiversidade, o que mitiga os danos da expansão urbana.



