Para quem vai à uma farmácia, loja especializada ou academia, pode encontrar uma variedade de produtos chamados de suplementos alimentares. Alguns aparecem em cápsulas, pó, comprimidos, líquidos, pastilhas ou barras. Apesar da aparência parecida entre muitos deles, a categoria reúne produtos com composições diferentes.
Segundo a Anvisa, suplementos alimentares são produtos de consumo oral destinados a complementar a alimentação de pessoas saudáveis.
Documentos da própria agência citam proteínas, carboidratos, fibras, lipídios, minerais, vitaminas, aminoácidos, substâncias bioativas, enzimas e probióticos entre as possibilidades de constituintes.

Vitaminas e minerais
São alguns dos tipos mais conhecidos pelo público. Entram nessa categoria produtos formulados para fornecer vitaminas ou minerais, de acordo com os constituintes e limites autorizados pela Anvisa.
A presença de uma vitamina ou mineral, porém, não significa que qualquer quantidade ou combinação esteja automaticamente autorizada. A agência mantém listas de ingredientes permitidos, limites mínimos e máximos, grupos populacionais indicados e condições de uso.
Por isso, dois produtos que parecem semelhantes na prateleira podem ter composições diferentes e recomendações distintas.
Proteínas e aminoácidos
Proteínas e aminoácidos também aparecem entre os constituintes utilizados em suplementos alimentares. Os produtos podem ser encontrados em diferentes apresentações, especialmente em pó e cápsulas.
A classificação não significa que todos tenham a mesma finalidade ou composição. O que importa é observar qual substância está presente, a quantidade indicada no rótulo e para qual público o produto foi destinado.
A própria Anvisa cita proteínas e aminoácidos entre as possibilidades de categorização dos constituintes dos suplementos.
Creatina virou um caso à parte
A creatina é outro exemplo conhecido. Em 2025, a Anvisa analisou 41 suplementos de creatina vendidos no mercado brasileiro, verificando teor da substância, rotulagem e presença de matérias estranhas.
O levantamento mostrou uma curiosidade: apesar de várias incorreções de rotulagem, os teores avaliados estavam, em geral, dentro do esperado. A agência também informou que apenas uma amostra apresentou teor de creatina abaixo do previsto no regulamento.
Em 2026, a fiscalização voltou a envolver produtos de creatina. A Anvisa determinou, por exemplo, a suspensão de lotes de uma creatina em gomas após a identificação de teor fora dos limites estabelecidos e problemas de rotulagem.
Suplemento não é medicamento
A diferença parece simples, mas é fundamental. Suplementos alimentares não são medicamentos e não podem prometer prevenção, tratamento ou cura de doenças.
As alegações de benefícios permitidas precisam seguir as regras estabelecidas pela Anvisa. A agência também alerta que produtos usados de maneira diferente da indicada no rótulo podem apresentar riscos, mesmo quando seguem as regras sanitárias.
A ideia de que “mais suplemento” significa necessariamente “mais benefício” não encontra respaldo nas regras da categoria. A necessidade de suplementação depende de fatores individuais, e a Anvisa orienta buscar um profissional de saúde para definir se o produto é realmente necessário e qual seria o mais adequado.






