Linha 20-Rosa do Metrô desapropria 35 mil m² no ABC Paulista para obra avançar

Todos os imóveis eventualmente existentes nessas áreas poderão ser demolidos

Governo já declarou de utilidade pública uma área da antiga fábrica da Ford

Futura Estação Santo André será o principal ponto de integração da linha | Divulgação/Governo de SP

O Governo de São Paulo autorizou a desapropriação de mais de 35 mil m² em Santo André para tirar do papel as estações da Linha 20–Rosa do Metrô, novo ramal que vai ligar o ABC Paulista à Capital.

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As áreas serão usadas para a implantação de paradas, poços de ventilação e saídas de emergência, liberando os trechos essenciais do traçado.

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A decisão foi oficializada por meio de decretos e resoluções publicados no Diário Oficial e faz parte do conjunto de medidas para viabilizar o novo eixo metroviário, que começa em Santo André, passa por São Bernardo do Campo e segue até bairros estratégicos de São Paulo, como Cursino, Saúde, Moema, Vila Madalena e Lapa.

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Em Santo André, ao menos quatro estações estão previstas e já têm áreas mapeadas para desapropriação.

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Onde ficarão as estações da Linha 20–Rosa

A futura Estação Santo André será o principal ponto de integração da linha. Ela está prevista para funcionar como um grande hub, conectando o Metrô à Linha 10–Turquesa da CPTM, aos terminais municipais e metropolitanos de ônibus e ao corredor São Mateus–Jabaquara.

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A área escolhida fica entre o Terminal Santo André Oeste e o Shopping Grand Plaza, ao lado da estação da CPTM.

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A Estação Portugal deverá ser implantada nas proximidades do Hospital Beneficência Portuguesa de Santo André.

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Já a Estação Príncipe de Gales está prevista para ocupar o quarteirão entre as ruas Amaral Gurgel e Basílio Machado.

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A Estação Afonsina poderá ser construída na área delimitada entre as ruas Lauro Müller e Afonsina, região que também concentra parte das áreas declaradas de utilidade pública.

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Quais áreas serão desapropriadas

Além dos terrenos destinados às estações, o governo declarou de utilidade pública áreas estratégicas para viabilizar a obra. Os imóveis poderão ser usados para escavações, poços de ventilação, saídas de emergência e estruturas técnicas da linha.

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As desapropriações atingem seis grandes setores em Santo André, que somam 35.584,36 m²:

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  • Lauro Müller / Vila Palmares: 6.735 m²;
  • Recife – Novo Horizonte: 1.020 m²;
  • Príncipe de Gales: 7.205 m²;
  • Vila Bastos / Jardim: 6.819 m²;
  • Catequese / Padre Anchieta: 2.873 m²;
  • Av. Industrial / Visconde de Taunay / Viaduto Pedro Dell Antônia: 10.930 m².

Todos os imóveis eventualmente existentes nessas áreas poderão ser demolidos. Os processos de desapropriação também poderão tramitar em caráter de urgência para acelerar o cronograma.

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Próximos passos da Linha 20–Rosa

A Linha 20–Rosa terá cerca de 33 km de extensão e é tratada como um dos principais novos eixos estruturantes da Grande São Paulo. O projeto básico deve ser concluído até 2026, com previsão de início das obras a partir de 2027, após a liberação das áreas e finalização dos processos fundiários.

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O avanço das desapropriações é considerado a etapa-chave para destravar as frentes de obra e consolidar o traçado definitivo do ramal.