Por que o Bilhete Único não passa na nova catraca do Metrô? Entenda o motivo

Reportagem procurou as concessionárias para entender o que muda com a nova tecnologia e como fica o uso do Bilhete Único nas estações

Projeto, no entanto, ainda está em fase de testes

Projeto, no entanto, ainda está em fase de testes | Divulgação/Metrô

A implantação do pagamento por aproximação nas estações do Metrô de São Paulo trouxe mais uma opção ao passageiro, mas também alterou a dinâmica nas catracas.

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Diferentemente de parte da rede da CPTM, onde uma única catraca aceita todas as formas de pagamento, o Metrô optou por bloqueios exclusivos para cartão de crédito e débito.

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A escolha impacta diretamente o fluxo nas estações, porque em horário de pico, a catraca não é tão utilizada, tendo em vista que a maioria dos passageiros opta por pagamento via Bilhete Único, TOP ou QRCode.

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Implantado no início de dezembro de 2025, o projeto, no entanto, ainda está em fase de testes.

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O que dizem as concessionárias

Para entender por que as novas catracas não aceitam também Bilhete Único ou cartão TOP no mesmo bloqueio, a reportagem procurou o Metrô de São Paulo, a CPTM, a ViaMobilidade, a TIC Trens e a Autopass, responsável pelos validadores do sistema.

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A Autopass informou, que ”todos os equipamentos de validação da Autopass instalados em estações de metrô e trem possuem tecnologia habilitada para aceitar múltiplas formas de pagamento no mesmo validador, incluindo QR Code, Cartão TOP, Bilhete Único e pagamentos por aproximação (cartão físico de débito e crédito, além de celular e relógio com NFC)”.

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Segundo a empresa, não há necessidade de substituição de hardware para que cartão bancário, Bilhete Único, TOP e QR Code funcionem de forma integrada.

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De acordo com a empresa, a definição sobre a unificação depende de diretrizes da Abasp e de seus associados.

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Na prática, o modelo unificado já funciona em parte da rede da CPTM. A companhia informou que, a partir do próximo domingo (1º/3), 12 estações passam a operar com 100% das catracas aceitando crédito, débito, Bilhete Único, TOP e QR Code no mesmo bloqueio.

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Entre elas estão as estações Mauá, Corinthians-Itaquera, Guaianases e Francisco Morato.

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Nessas unidades, o passageiro pode utilizar qualquer forma de pagamento na primeira catraca livre, sem necessidade de procurar um bloqueio específico.

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Projeto Piloto

Já o Metrô informou que a separação atual faz parte do projeto piloto que avalia dados técnicos, financeiros e operacionais.

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As catracas exclusivas do Metrô de São Paulo nas Linhas 3-Vermelha e 1-Azul fazem parte de uma parceria específica com a empresa Prodata.

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Esses equipamentos não têm autorização para operar os demais meios de pagamento e, por isso, funcionam de forma exclusiva nesse modelo.

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Segundo a companhia, após o período de testes poderá haver ampliação do número de catracas habilitadas e eventual integração com outros meios de pagamento.

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Poder concedente

As concessionárias ViaMobilidade e TIC Trens afirmaram à reportagem que não possuem ingerência sobre o sistema de bilhetagem, que é definido pelo poder concedente.

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Enquanto o modelo não é padronizado em toda a rede, o impacto aparece principalmente na organização do embarque.

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Em estações de maior fluxo, a divisão entre catracas exclusivas para cartão e bloqueios tradicionais pode concentrar passageiros em determinados acessos, alterando a dinâmica das filas.

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A tendência, segundo as respostas enviadas à reportagem, é que a tecnologia permita integração total no futuro.

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Hoje, porém, a rede opera com formatos diferentes, dependendo da linha e do estágio de implementação do sistema de pagamento por aproximação.

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Trem expresso

A discussão sobre a unificação dos meios de pagamento também se conecta a novos projetos ferroviários no Estado.

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Em entrevista exclusiva à Gazeta, o presidente da TIC Trens, Pedro Moro, afirmou que o sistema de bilhetagem das concessões atuais é responsabilidade do poder concedente, mas destacou que o Trem Intercidades, que ligará São Paulo a Campinas, terá modelo próprio de venda de bilhetes.

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Segundo ele, o serviço ainda tem alguns anos até o início da operação, o que abre espaço para a adoção de novas tecnologias de acesso, como venda digital, aplicativos e QR Code. A definição sobre o formato, no entanto, será feita mais adiante.

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A fala indica que, enquanto parte da rede atual ainda testa a integração entre cartão bancário e Bilhete Único, novos projetos podem já nascer com soluções diferentes de pagamento.