Com novas revisões técnicas, o projeto do Trem Intercidades (TIC) Eixo Oeste, que ligará Sorocaba à capital paulista, foi atualizado pelo Governo de São Paulo e sofreu alterações relevantes no traçado, no número de estações e no volume de investimentos previstos.
As informações constam em documentos técnicos disponibilizados pelo estado e atualizados na última terça-feira (13/1).
As mudanças ainda estão em análise e só serão oficializadas com a publicação do edital de concessão, prevista para o primeiro semestre.
Principais ajustes no projeto
O estudo mais recente aponta uma redução na extensão total da linha, que caiu de cerca de 100 quilômetros para 89,6 km.
A mudança ocorre após ajustes no traçado, com o objetivo de diminuir interferências urbanas e reduzir custos com desapropriações.
Também houve alteração no número de estações previstas. A Estação Brigadeiro Tobias, em Sorocaba, foi retirada do projeto.
Permanecem no traçado as estações de Sorocaba, São Roque, Amador Bueno (Itapevi), Carapicuíba e Água Branca, na capital paulista. As cidades de Alumínio e Mairinque seguem fora do plano.
Outro impacto direto das revisões foi a redução do investimento total estimado, que passou de R$ 11,9 bilhões para R$ 10,3 bilhões.
Segundo o governo, a queda está relacionada à menor extensão da linha, à exclusão da estação e à revisão dos métodos construtivos.
A tarifa prevista para o trajeto completo foi mantida em R$ 45, com cobrança proporcional à distância percorrida, estimada em R$ 0,50 por quilômetro.
Traçado e execução das obras
O novo desenho do TIC Eixo Oeste prevê uma divisão de responsabilidades entre a futura concessionária e o poder público.
Caberá à concessionária executar cerca de 61 km de via permanente, além dos sistemas operacionais e de sinalização.
Outros 27 km ficarão sob responsabilidade do Estado ou de terceiros, em trechos compartilhados com outras operações ferroviárias.
O projeto inclui ainda a reconstrução de três estações e a construção de uma nova, cujos locais ainda não foram detalhados. O investimento médio estimado é de R$ 68 milhões por estação.
Operação e capacidade
A previsão é que a operação comercial comece em 2031, com funcionamento diário das 5h à meia-noite.
Os trens serão do tipo salão contínuo, conhecidos como “trem tubo”, com capacidade para até 470 passageiros por composição.
As composições devem contar com ar-condicionado, Wi-Fi, tomadas, lavabos, espaços para cadeirantes, bicicletas e bagagens, além de sistema de monitoramento.
A demanda estimada é de cerca de 50 mil passageiros por dia, segundo os estudos mais recentes.
Segundo a Secretaria de Parcerias em Investimentos, todas as mudanças seguem em avaliação técnica e só serão consideradas definitivas após a publicação do edital de concessão.
