Os trabalhadores da Linha 10-Turquesa, operada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), aprovaram nesta segunda-feira (10/8) o estado de greve em protesto contra o Projeto de Lei 777/26, apresentado pelo governo de São Paulo para garantir os empregos dos ferroviários durante o processo de reorganização da companhia.
A decisão foi tomada em assembleia realizada pela categoria. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, os funcionários consideram que o texto apresentado pelo governo possui brechas e não assegura completamente os direitos dos trabalhadores.
O estado de greve, no entanto, não significa que a Linha 10-Turquesa esteja paralisada. A medida funciona como um alerta de mobilização e mantém aberta a possibilidade de uma greve caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas.
O que os trabalhadores questionam no projeto
Segundo o sindicato, o PL 777/26 não detalha questões consideradas importantes pelos trabalhadores, como salários, locais de trabalho e tempo de serviço.
A categoria também questiona a forma como a garantia dos empregos é apresentada no projeto. De acordo com os representantes dos ferroviários, o texto autoriza o governador a estabelecer medidas para preservar os postos de trabalho, mas não determina de maneira objetiva como essa garantia será aplicada.
Para os trabalhadores, a falta de regras mais claras pode deixar parte da categoria sem segurança sobre as condições de emprego durante as mudanças previstas para a CPTM.
Categoria ameaça greve
Durante a assembleia, o representante do Comitê CPTM, Lucas Dameto, informou que uma greve poderá ser realizada caso o governo não apresente mudanças no projeto.
Ainda não há, porém, uma data definida para uma eventual paralisação. A categoria pretende pressionar os deputados estaduais para alterar o texto e incluir as garantias reivindicadas pelos ferroviários.
Manifestação
Os trabalhadores também programaram uma manifestação para a próxima terça-feira (18/8). O ato deverá cobrar mudanças no PL 777/26 e apoio dos parlamentares às reivindicações da categoria.
A mobilização ocorre enquanto o projeto segue em discussão na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Na última terça-feira (11/8), o texto recebeu 13 emendas com alterações na proposta original. As mudanças foram apresentadas após as reivindicações dos trabalhadores.
Projeto foi discutido após greve nas linhas 11, 12 e 13
O PL 777/26 também está relacionado à greve que afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na semana anterior.
A paralisação terminou após avanços nas negociações envolvendo o projeto que trata da garantia dos empregos dos ferroviários.
Apesar do fim da greve, a categoria continua pressionando por alterações no texto. Caso as reivindicações não sejam incorporadas, os trabalhadores não descartam uma nova paralisação.
Até o momento, não há data marcada para uma eventual greve na Linha 10-Turquesa.
