A ex-apresentadora de telejornal Angelynn Mock, conhecida como Angie, foi condenada à prisão perpétua após confessar ter matado a própria mãe nos Estados Unidos. O crime aconteceu em outubro do ano passado, quando a vítima foi encontrada esfaqueada em um dos quarto. A sentença foi divulgada na segunda-feira (5/10).
Anita Avers, de 80 anos, foi encontrada sem vida na casa onde morava com a filha em Wichita, no estado do Kansas. Em agosto deste ano, Mock se declarou culpada após acertar a mãe com diversos golpes de faca na manhã de 31 de outubro de 2025, durante as tradicionais comemorações do Halloween no país.
De acordo com a condenação, a ex-apresentadora não terá direito à liberdade condicional pelos próximos 25 anos. As informações são do site The New York Post e da emissora local KWCH.
Como o crime aconteceu, segundo a investigada
Anita foi encontrada na cama com múltiplos ferimentos provocados por uma faca. Mock estava do lado de fora, com ferimentos nas mãos e falando frases desconexas. Segundo o depoimento registrado no processo, a ex-apresentadora afirmou que acreditava que a mãe era o diabo.
Ela contou aos investigadores que havia ido até o quarto da mãe para conversar sobre uma suposta entrevista de emprego que faria em uma emissora da cidade. De acordo com Mock, a vítima estava afiando facas no cômodo.
Segundo as informações, a condenada afirmou que a mãe avançou contra ela com uma lâmina, quando teria conseguido dominá-la. Ainda, durante a suposta luta, acusou Anita de destilar “veneno”.
De acordo com o relato de Mock, ela pegou a faca, imobilizou a mãe e a esfaqueou. A ex-apresentadora afirmou aos agentes que não tinha outra opção.
Condenada à prisão perpétua tem histórico de transtorno mental
Segundo o padrasto de Angie, Barry Avers, ela havia sido diagnosticada com transtorno esquizoafetivo, uma condição mental grave que mistura sintomas de esquizofrenia com oscilações intensas de humor, além de sofrer com delírios e depressão.
Durante o depoimento, Barry afirmou que a enteada dizia que algumas pessoas ao seu redor eram “robôs”. Também alegava conversar com Deus e chegou a dizer que era o “anticristo”. Ela fazia uso de medicamentos e tinha histórico de acessos de raiva, mas, segundo o padrasto, nunca havia sido violenta até o episódio.
Anos antes, Mock já havia tido um surto que levou à sua internação em um hospital psiquiátrico por cerca de duas semanas.
Processo foi suspenso para avaliação
Em janeiro deste ano, a ex-apresentadora de um telejornal matinal foi considerada incapaz de ser julgada e teve a internação determinada, para avaliação e tratamento psiquiátrico, suspendendo temporariamente o processo criminal. Somente em agosto ela se declarou culpada pelo assassinato da mãe e o processo teve continuidade.
