O empresário Fernando Sastre, que dirigia uma Porsche e causou um acidente que matou um motorista de aplicativo em São Paulo, foi condenado a 17 anos de prisão. A decisão foi divulgada pelo Tribunal de Justiça nesta sexta-feira (30/10). O acusado dirigia em alta velocidade e sob efeito de álcool. Ele não poderá recorrer em liberdade.
O acidente aconteceu na madrugada de 31 de março de 2024. Na ocasião, a vítima voltava para casa. Devido a colisão, o motorista do Sandero faleceu e o amigo do réu, que estava como passageiro na Porsche, sofreu ferimentos graves e chegou a perder o baço, órgão do sistema linfático.
Motorista de Porsche foi julgado mais de dois anos após o crime
Empresário que dirigia Porsche ignorou pedidos de amigos
Conforme os autos, o acusado dirigia uma Porsche, em alta velocidade e sob o efeito de álcool, quando bateu contra o carro da vítima.
Na sentença, a juíza Melanie Liesenberg, que presidiu o júri, observou que o acusado ignorou os pedidos dos amigos para que não conduzisse o veículo.
“As advertências desconsideradas e a consequente decisão de prosseguir na condução foram utilizadas como elementos de convencimento acerca da assunção do risco, que embasou o reconhecimento do dolo eventual pelo Conselho de Sentença”, escreveu.
Como foi a condenação do empresário
Segundo o Tribunal do Júri, realizado pela 1ª Vara do Júri da Capital, o empresário foi condenado pelos crimes de homicídio de motorista de aplicativo após acidente de carro e por lesão corporal do amigo.
As penas totalizam 17 anos, um mês e dez dias de reclusão, em regime inicialmente fechado. Também foi declarada a inabilitação do réu para dirigir. Ele não poderá recorrer em liberdade.
A magistrada também destacou que o réu voltou a dirigir menos de um mês após cumprir suspensão do direito de dirigir imposta por anterior disputa de corrida em via pública e que o crime resultou na orfandade e desamparo material da filha adolescente da vítima.
Por fim, também apontou a lesão corporal gravíssima do amigo, que perdeu o baço, passou por diversas cirurgias e faz tratamento psicológico e médico em razão dos fatos.
Relembre o caso do ‘Playboy da Porsche’
Preso desde maio de 2024, o empresário foi pronunciado por homicídio doloso qualificado e lesão corporal gravíssima após provocar o acidente enquanto conduzia seu Porsche em alta velocidade no bairro do Tatuapé, Zona Leste de São Paulo.
A denúncia relata que o veículo do acusado trafegava a aproximadamente 156 km/h em trecho cuja velocidade máxima permitida é de 50 km/h. Ao tentar uma ultrapassagem, ele colidiu na traseira do outro carro. O impacto resultou na morte do motorista de aplicativo e deixou ferido o passageiro do Porsche, amigo do empresário.
No agravo regimental, a defesa de Andrade Filho afirmou que a prisão preventiva seria desproporcional e que medidas cautelares menos severas poderiam garantir o andamento do processo. Sustentou que o acusado continua preso apesar de não existirem riscos concretos para a aplicação da lei penal ou a instrução criminal.






