Atualmente, a segurança pública domina as preocupações dos cidadãos brasileiros.
De acordo com a edição de maio do levantamento Latam Pulse, realizado pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, 66,8% da população identifica a criminalidade e o tráfico de drogas como o maior desafio enfrentado pelo Brasil.
Nesse contexto, os dados revelam um crescimento de 3,9 pontos percentuais nessa percepção em comparação ao estudo anterior.
Segundo a AtlasIntel, o debate intenso sobre o enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas elevou a visibilidade do tema e influenciou diretamente o sentimento de insegurança dos entrevistados.
Corrupção e economia também seguem no radar dos brasileiros
Além da violência, outros temas institucionais e financeiros despertam o alerta na sociedade. A corrupção ocupa o segundo lugar no ranking de problemas, citada por 57,9% das pessoas.
Esse receio subiu 2,8 pontos percentuais recentemente, impulsionado pelo avanço de investigações envolvendo o Banco Master e o senador Jaques Wagner.
Por outro lado, a economia e a inflação aparecem na sequência, preocupando 22,5% dos brasileiros. Embora esses temas econômicos sejam centrais, eles figuram abaixo das questões de ordem criminal e ética no atual cenário de opinião pública.
Além da criminalidade, extremismo e educação também geram preocupação
A pesquisa também detalha uma série de outros desafios que fragmentam a atenção da sociedade.
Cerca de 15,5% dos entrevistados demonstraram preocupação com o extremismo e a polarização política, enquanto a educação e a violência contra a mulher (feminicídio) registraram, cada uma, 14,4% de citações.
Ademais, temas como o enfraquecimento da democracia (12,8%), a saúde (12,6%) e o mau funcionamento da Justiça (12,5%) mantêm-se relevantes no debate nacional.
Curiosamente, questões como infraestrutura e migração aparecem na base da lista, com índices inferiores a 1%.
Detalhes do levantamento
Para chegar a esses resultados, a AtlasIntel ouviu 4.999 brasileiros adultos entre os dias 26 e 30 de junho. A metodologia da pesquisa prevê uma margem de erro de um ponto percentual e um nível de confiança de 95%.
No questionário, os participantes puderam escolher até três opções para definir as maiores dificuldades atuais do País.
