Caso PM Gisele Alves tem interrogatório de tenente-coronel marcado para esta segunda (5/10) após novo laudo contestar versão apresentada em SP

A perícia analisou a dinâmica do disparo e identificou incompatibilidades com a hipótese de suicídio apresentada durante a investigação

O interrogatório de Geraldo Leite Rosa Neto foi remarcado para 8 de setembro após uma perita solicitar mais prazo para complementar um laudo.

Gisele foi socorrida e levada ao Hospital das Clínicas após ser encontrada ferida no apartamento onde morava com a família. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A PM Gisele é tema de uma nova etapa judicial nesta segunda-feira (5/10), em São Paulo. O tenente-coronel Geraldo Neto será ouvido presencialmente pela Justiça após a produção de uma nova perícia sobre as circunstâncias da morte da soldado.

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Interrogatório de Geraldo Neto ocorre nesta segunda

Geraldo Neto tem interrogatório marcado para as 13h desta segunda. A audiência ocorre no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

O oficial é réu por feminicídio e fraude processual. Ele está preso e nega ter cometido o crime contra Gisele Alves Santana.

O interrogatório acontece depois de novos elementos periciais entrarem no processo. A análise foi feita pelo Instituto de Criminalística (IC), órgão responsável pela produção de provas técnicas em investigações criminais.

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Novo laudo analisa disparo que matou PM Gisele

O novo laudo avaliou a dinâmica do disparo e a posição em que Gisele foi encontrada no apartamento do casal. Segundo a perícia, os testes realizados não são compatíveis com a hipótese de que a soldado tenha feito o disparo contra a própria cabeça.

Os peritos também analisaram a posição da arma. O documento aponta que ela estava sobre um guarda-roupa com aproximadamente dois metros de altura.

Gisele tinha 1,65 metro. A perícia também considerou a trajetória do projétil, que atravessou a cabeça da esquerda para a direita. A soldado era destra.

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Perícia também avaliou a versão apresentada pelo réu

Geraldo afirmou durante a investigação que estava no banheiro quando ouviu o disparo. Segundo o novo laudo, a posição indicada pelo oficial não permitiria que ele visualizasse a esposa caída a partir do box.

O Instituto de Criminalística informa que suas perícias servem para analisar vestígios e produzir elementos técnicos destinados à instrução de processos criminais. O órgão também possui áreas especializadas em crimes contra a pessoa e exames relacionados a disparos de arma de fogo.

O que aconteceu com a PM Gisele

Gisele foi encontrada ferida por um tiro na cabeça no apartamento onde morava com Geraldo e a filha. Ela recebeu atendimento médico e foi levada ao Hospital das Clínicas, mas morreu.

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A investigação policial afastou a hipótese inicial de suicídio e apontou o tenente-coronel como responsável pela morte. A prisão preventiva de Geraldo ocorreu em março, após a reunião de elementos periciais e investigativos pelas polícias de São Paulo.

Segundo o Ministério Público, o crime teria relação com ciúmes e comportamento possessivo. Geraldo nega essa versão e mantém a afirmação de que Gisele tirou a própria vida.

A Polícia Científica explica que a prova pericial tem papel central em crimes que deixam vestígios. Os exames podem ajudar a reconstruir a dinâmica de uma ocorrência e esclarecer como determinado fato aconteceu.

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O depoimento desta segunda-feira deve acrescentar uma nova etapa ao processo que apura a morte da PM Gisele. A Justiça ainda deverá analisar as provas reunidas e os argumentos apresentados pelas partes antes do julgamento.