Caso PM Gisele tem julgamento retomado com testemunhas enquanto tenente-coronel preso pode ser expulso da Polícia Militar de SP

Audiência desta segunda-feira reúne relatos da defesa e antecede interrogatório marcado para outubro na Justiça

O interrogatório de Geraldo Leite Rosa Neto foi remarcado para 8 de setembro após uma perita solicitar mais prazo para complementar um laudo.

O Conselho de Justificação é formado por três coronéis e avalia provas, depoimentos e a conduta do oficial. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O caso da PM Gisele é tema de uma nova etapa do processo administrativo que pode retirar um tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo. A audiência ocorre nesta segunda-feira (14/9), por videoconferência, com depoimentos de testemunhas indicadas pela defesa do oficial.

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Julgamento da PM Gisele retoma depoimentos nesta segunda

O Conselho de Justificação da Polícia Militar iniciou o processo em abril. O colegiado analisa se o tenente-coronel Geraldo Neto pode continuar na corporação diante das acusações relacionadas ao caso.

A audiência desta segunda-feira estava prevista para começar às 9h. Neto permanece preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.

O processo administrativo ocorre de forma independente da ação criminal. A legislação paulista estabelece que o Conselho de Justificação apura a capacidade de oficiais permanecerem no serviço ativo.

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Defesa apresenta novas testemunhas

A sessão desta segunda prevê o depoimento de testemunhas de defesa. A participação ocorre de forma virtual, enquanto o oficial segue detido.

Em maio, o Conselho já havia ouvido quatro policiais. Entre elas estavam três amigas da soldado Gisele Alves e um policial que atendeu a ocorrência.

Os relatos apresentados naquela etapa fazem parte das provas analisadas pelo colegiado. O Conselho também pode fazer perguntas e solicitar novas diligências para esclarecer os fatos.

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O que pode acontecer com o tenente-coronel

O Conselho de Justificação é formado por três oficiais. O grupo analisa documentos, depoimentos e outros elementos apresentados durante o procedimento.

A legislação garante ao oficial o direito de apresentar defesa e produzir provas. Depois das diligências, o Conselho elabora um relatório sobre as acusações.

Em São Paulo, o Regulamento Disciplinar da PM prevê o Conselho de Justificação para oficiais. O procedimento pode resultar em uma decisão sobre a permanência do militar no serviço ativo.

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Casos julgados pelo Tribunal de Justiça Militar de São Paulo também mostram que um Conselho de Justificação pode resultar na perda do posto e da patente.

Caso PM Gisele também tramita na Justiça comum

Além do processo administrativo, Geraldo Neto responde a uma ação criminal por feminicídio e fraude processual. O Ministério Público afirma que o oficial matou Gisele e tentou alterar a cena para simular suicídio.

A defesa contesta a acusação. Segundo os advogados, Gisele teria tirado a própria vida após uma discussão relacionada ao fim do relacionamento.

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O processo criminal terá uma nova etapa em 5 de outubro. Na data, Neto será interrogado presencialmente no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista.

A Justiça ainda deverá analisar as provas antes de decidir sobre o prosseguimento da ação. O processo administrativo da PM segue seu próprio rito.

A próxima etapa do caso será acompanhada tanto pela Justiça comum quanto pelas instâncias responsáveis pela apuração disciplinar na Polícia Militar.