Com 122 mortes, Brasil continua a ser o país que mais mata pessoas trans no mundo

País ocupa a liderança no ranking de assassinatos contra essa população há 17 anos.

Oportunidades devem levar a integração e inclusão para o ambiente profissional, garantindo que todos, independentemente de sua identidade de gênero

Maioria das vítimas é de jovens trans, negras, nordestinas em situação de alta vulnerabilidade | Foto: Freepik

Em 2024, 122 pessoas trans e travestis foram assassinadas no Brasil. Os dados foram divulgados nesta segunda (27/1) pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). O número de mortes teve uma queda em comparação com 2023, quando foram registradas 145 mortes. 

Segundo a Antra, o perfil das vítimas é de jovens trans de 15 a 29 anos, negras, nordestinas e em contexto de alta vulnerabilidade social. 

A maioria das vítimas foi assassinada em espaços públicos, com crueldade. 117 delas eram travestis e mulheres trans, e cinco eram homens trans e pessoas trans masculinas

São Paulo é o estado com o maior número de casos (16), seguido de Minas Gerais (12), Ceará (11) e Rio de Janeiro (10). Os estados do Acre, Rio Grande do Norte e Roraima não relataram ocorrências nesse período.

A Antra alerta para a insuficiência dos dados oficiais sobre esses crimes, apontando que muitos casos não são adequadamente reportados nas delegacias ou órgãos de segurança pública. 

“A subnotificação é um problema evidente. É comum que notícias sobre esses assassinatos sejam veiculadas sem que estejam registradas oficialmente”, afirmam representantes da associação.