‘Foi em questão de segundos’: como age a gangue do quebra-vidro em São Paulo

Com ação relâmpago, grupo mira carros parados no trânsito, quebra janelas e rouba aparelhos antes que vítimas consigam reagir

Em 2025, 154.058 aparelhos foram roubados em SP

Em 2025, 154.058 aparelhos foram roubados em SP | Depositphotos

“Foi questão de segundos. Foi tão rápido que eu só vi o vidro quebrando e voando em mim”, disse a estudante Stefany Santos ao relatar o roubo do celular em uma ação da chamada “gangue do quebra-vidro”, em São Paulo.

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De acordo com a Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP), as polícias Civil e Militar já prenderam mais de 50 mil suspeitos desde 2023 que participavam dessas ações.

Mesmo com o avanço no combate, nas últimas semanas a quadrilha voltou a ser assunto na capital paulista. Com uma estratégia rápida e eficaz, os criminosos atacam o vidro das janelas dos veículos e puxam o celular das vítimas

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Risco em São Paulo

A maneira como o crime acontece não é nova. Há alguns anos, São Paulo sofre com casos de roubos de celulares nas ruas da cidade.

Em 2025, 154.058 aparelhos foram retirados de seus donos, enquanto, em 2024, o número de roubos e furtos foi de 153.820. Já em 2023, 138.633 celulares foram subtraídos.

Stefany Santos foi uma das vítimas entre tantas nesse período na capital paulista. Em junho de 2025, a estudante teve seu aparelho roubado após um criminoso quebrar o vidro do carro na Ponte Cruzeiro do Sul, sentido Zona Leste.

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Segundo ela, tudo aconteceu em segundos. Em um momento, o celular estava em sua perna; no outro, a janela se estilhaçou e uma mão entrou no carro.

“Agi rápido, entre aspas, e tentei pegar o aparelho de volta. Ficamos naquele atrito, eu puxando de um lado e ele do outro. Como o vidro estava quebrado, acabei arranhando minha mão toda na janela. Ele foi mais forte e conseguiu levar. Coisa de segundos, não durou nem um minuto”, relembrou.

Na época, Stefany saía do Shopping Center Norte com seu namorado, no banco do passageiro. De acordo com a estudante, o crime aconteceu enquanto passavam pela Ponte Cruzeiro do Sul, sentido Zona Leste.

“Comprei uma cordinha de segurança e, sempre que estou no carro, nem mexo no celular; deixo a cordinha presa ao pescoço ou ao cinto. Graças a Deus, nunca mais tive problemas”, finalizou.

Combate à “gangue do quebra-vidro”

Em nota à Gazeta, a Prefeitura informou que a atuação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) tem contribuído para a queda nos indicadores criminais.

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De acordo com o comunicado, na Avenida Paulista, desde o lançamento da operação Paulista Mais Segura, em março de 2025, houve redução de 58,33% nos roubos e 39,82% nos furtos na região.

Além disso, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana afirma que houve reforço no patrulhamento em pontos estratégicos e o uso de tecnologia, como o programa Smart Sampa, que reúne milhares de câmeras para identificação de suspeitos.

A cidade também conta com mais de mil semáforos inteligentes que ajudam a mapear regiões de maior concentração de veículos, onde os criminosos costumam agir, como em paradas e congestionamentos.

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Segundo a Prefeitura, a combinação entre tecnologia e presença ostensiva busca reduzir a vulnerabilidade nesses pontos e dificultar a ação de grupos especializados.