Empresário morto em Interlagos foi citado à polícia um dia antes

Testemunha avisou que corpo estava sendo ocultado no Autódromo de Interlagos, em São Paulo

Corpo de empresário foi encontrado em buraco no Autódromo de Interlagos

Corpo de Adalberto Amarilio dos Santos Junior foi encontrado em um buraco de obra | Reproodução/TV Globo/Redes sociais

Uma mulher, que não teve o nome divulgado, teria contatado a Polícia Militar, por meio do 190, um dia antes de o corpo do empresário Adalberto Amarilio dos Santos Junior ser encontrado em um buraco no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo.

Na segunda-feira (2/6), no fim da tarde, a testemunha ligou para o 190 e disse que um corpo estava sendo ocultado no local, informação que teria sido passada por seu marido, funcionário do autódromo.

Após a descoberta do corpo, na terça-feira (3/6) em um buraco de obra, no entanto, a mulher alegou ter se enganado. A informação foi divulgada inicialmente pela Record TV e pelo portal R7. 

A Polícia Civil de São Paulo mantém as investigações no caso de Adalberto Amarilio, que desapareceu na sexta-feira (30/5).

As autoridades policiais estão ouvindo os funcionários que participavam da segurança do evento. Os depoimentos são prestados na sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

O patrimônio do empresário também impressionou. Adalberto Amarilio dos Santos Junior tinha vários imóveis em seu nome, como apartamento, casa, carros de luxo e empresa. 

As informações foram fornecidas pela mulher dele, Fernanda Grando Dândalo, de 34 anos, em depoimento à polícia, ao qual a CNN teve acesso.

Exames do IML

Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) não identificaram fraturas ou sinais de trauma no corpo.

A causa da morte, segundo os legistas, foi compressão torácica – o empresário pode ter morrido por asfixia, por falta de espaço para respirar no buraco, por exemplo.

Em nota enviada à Gazeta, a Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo (SSP) não confirmou se a Polícia Militar recebeu uma ligação anônima um dia antes do corpo do empresário ser encontrado. 

“A investigação prossegue sob sigilo pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Nesta segunda-feira, foram ouvidos os organizadores do evento. Ao longo da semana, novos depoimentos serão colhidos. Os laudos, em elaboração, serão analisados assim que concluídos para a devida conclusão do ocorrido. Mais detalhes serão preservados devido ao sigilo policial imposto”, pontuou a pasta.