Um homem de 28 anos morreu na madrugada deste domingo (24/5) após uma briga generalizada envolvendo funcionários de uma empresa hospedados em um hotel na avenida Brasil, em Presidente Prudente, interior de São Paulo. O caso mobilizou a Polícia Militar em três ocasiões diferentes antes de a morte ser confirmada no local.
Segundo a Polícia Civil, a confusão começou ainda na noite de sábado (23/5), quando policiais foram chamados para atender a uma discussão entre dois funcionários de uma empresa especializada em conferência de estoque de farmácias. Após o registro da ocorrência, os envolvidos foram liberados.
Polícia foi acionada três vezes para conter tumulto
Horas depois, entre meia-noite e 1h da madrugada, o gerente do hotel voltou a pedir apoio policial por causa de novas confusões envolvendo hóspedes da mesma empresa. No entanto, ao chegarem ao local, os agentes não encontraram nenhuma situação considerada anormal.
Já por volta das 3h, a Polícia Militar foi acionada novamente após uma briga generalizada em frente ao hotel. De acordo com as autoridades, cerca de 10 a 12 funcionários participavam da confusão e apresentavam sinais de alteração, possivelmente provocados pelo consumo de álcool ou drogas.
Durante a abordagem, os policiais localizaram um homem caído a aproximadamente 30 metros do tumulto. A vítima apresentava diversas perfurações pelo corpo e teve a morte confirmada ainda no local.
Suspeito confessou facadas e alegou legítima defesa
Testemunhas relataram que o homem morto teria discutido e agredido verbal e fisicamente um colega de trabalho, de 26 anos, pouco antes da confusão terminar em violência.
O suspeito admitiu à polícia ter atacado a vítima com golpes de canivete e alegou legítima defesa. Segundo o depoimento, a arma usada teria sido deixada no banheiro do quarto onde ele estava hospedado, mas o objeto não foi encontrado pelas equipes policiais.
Outras testemunhas também foram encaminhadas à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o caso.
A ocorrência foi registrada no Plantão da Delegacia Participativa de Presidente Prudente, que ficará responsável pela investigação e pelos próximos desdobramentos do crime.
