Golpe do bilhete premiado faz idosa perder R$ 260 mil

Vítima supostamente receberia parte de um prêmio avaliado em R$ 5 milhões

Jovem, que supostamente era analfabeta, precisava de ajuda para achar uma loja de confecções

Jovem, que supostamente era analfabeta, precisava de ajuda para achar uma loja de confecções | Divulgação/Polícia Civil de Marília

O golpe do bilhete premiado fez mais uma vítima nesta quinta-feira (22/5). Desta vez, uma idosa foi enganada por uma dupla e perdeu R$ 260 mil, enquanto caminhava por ruas de Marília, no interior de São Paulo.

A operação para enganar a vítima tinha duas etapas: a primeira e a segunda abordagem. Entenda, segundo depoimento da idosa às autoridades, como ocorreu.

Primeira abordagem

Enquanto caminhava pela avenida Vicente Ferreira, a idosa foi abordada por uma jovem, que supostamente era analfabeta e precisava de ajuda para achar uma loja de confecções.

Em suas mãos, a jovem carregava um bilhete de rifa premiado e queria retirar o valor ganho no estabelecimento.

Após ouvir a história, a idosa decidiu ajudar a jovem e foi em busca de uma loja de confecções.

Segunda abordagem

As duas andaram até o bairro Maria Izabel, onde encontraram um homem e descobriram que o bilhete premiava o ganhador com R$ 5 milhões.

Com a revelação, o homem fingiu ligar para a Caixa Econômica Federal, que supostamente validou o prêmio.

Em seguida, o homem disse que a “ganhadora” precisaria de duas testemunhas para conseguir o dinheiro e para isso precisava do CPF e dos dados bancários da idosa.

Convencida de que receberia parte do prêmio de R$ 5 milhões, a idosa passou seus dados e transferiu R$ 260 mil para outra conta bancária e, em troca, ganhou o bilhete dos golpistas, que fugiram.

A polícia ainda não localizou os suspeitos e registrou o caso como estelionato. O texto contém informações do portal g1.

Bilhete premiado e Bíblia

Três pessoas foram acusadas de aplicar o golpe do bilhete premiado usando a Bíblia. Identificados pela Polícia Civil, os suspeitos são homens de 43, 51 e 58 anos e estavam efetuando o crime em Santos. 

Segundo informações, o trio abordava as vítimas com o livro na mão. No primeiro contato, os estelionatários avisam sobre o bilhete premiado e a sua veracidade. Entretanto, afirmam que não podem ficar com prêmio por conta da sua religião.