Maior ladrão de mansões do Brasil é preso em São Paulo

Conhecido como 'minotauro', ele é suspeito de chefiar uma quadrilha que teria invadido pelo menos 30 residências de luxo

Minotauro estava foragido por roubo, formação de quadrilha, porte ilegal de armas e outros crimes

Minotauro estava foragido por roubo, formação de quadrilha, porte ilegal de armas e outros crimes | Divulgação/SSP

Diego Fernandes de Souza, de 41 anos, conhecido como Minotauro, apontado pela polícia como o maior ladrão de mansões do Brasil, foi preso por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil nesta sexta-feira (19/9).

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O criminoso, que era procurado pela Justiça e atuava como líder de uma quadrilha especializada nesse tipo de crime, foi localizado em um imóvel na região de Paraisópolis, na zona sul de capital paulista. 

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“Estamos avançando na captura de lideranças criminosas e combatendo diretamente a raiz do problema. Isso vai refletir, na ponta linha, nos índices criminais no estado de São Paulo”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite.

Conhecido como “minotauro”, ele é suspeito de chefiar uma quadrilha que teria invadido pelo menos 30 residências de luxo nos últimos dois anos, em bairros nobres de São Paulo.

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Ele estava foragido por roubo, formação de quadrilha, porte ilegal de armas e outros crimes. O nome dele consta em pelo menos 14 inquéritos instaurados pelas autoridades policiais desde 2016.

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Apesar de ser procurado pela polícia, ele aparecia em vídeos obtidos pela investigação em festas e momentos de lazer, frequentando bailes e piscinas. A suspeita é de que ele mantenha um estilo de vida confortável graças aos roubos milionários comandados pela quadrilha.

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No início de agosto, a Polícia Civil também prendeu quase 30 integrantes de organizações criminosas envolvidos em invasões e roubos a residências e condomínios de luxo em São Paulo.

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Apreensão

O trabalho de inteligência foi realizado pela 4ª Delegacia de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), do Deic, chegou ao endereço onde o foragido estava se escondendo. 

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“Ele sabia que a polícia estava atrás, então não saía muito, mas coordenava ações criminosas e ajudava quando o imóvel alvo ficava localizado perto de onde ele estava”, explicou o delegado Fábio Sandrin, responsável pelas investigações. A polícia apura se o criminoso tem envolvimento em pelo menos outros oito crimes cometidos em São Paulo. 

O delegado da 4ª Disccpat ainda revelou que criminosos que atuavam com Minotauro foram presos em outras operações da Polícia Civil, resultando na “desconfiguração da quadrilha”. “Além desses presos por roubo a residências, agora detemos o líder do esquema, então com certeza esse crime vai perder a força”, disse o delegado.

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Ação em quadrilha

De acordo com a investigação, a quadrilha liderada por Minotauro costuma agir sempre nas primeiras horas da manhã. Os criminosos andam encapuzados, armados com fuzis e usando luvas. Eles acessam as residências por terrenos baldios ou obras vizinhas. 

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Dentro das casas, as vítimas são rendidas, amarradas e, em alguns casos, agredidas, sem distinção de idade ou condição. Idosos e crianças já foram submetidos à violência durante as invasões. Os criminosos fogem carregando joias, relógios de luxo, dinheiro e pedras preciosas.

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Em 27 de agosto, criminosos ligados ao grupo invadiram a mansão de um parente do deputado estadual Eduardo Suplicy, no Morumbi, zona sul de São Paulo.

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A ação resultou em tiroteio com a Polícia Militar, registrado por um motociclista que passava pela avenida Hebe Camargo, próxima à comunidade de Paraisópolis.