Uma operação apreendeu, nesta terça-feira (4/2), 23 aparelhos celulares, além de dinheiro e drogas, dentro de celas do presídio da Polícia Civil, onde estão presos agentes suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação foi realizada pela Corregedoria da Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP), na avenida Zaki Narchi, zona norte da capital paulista.
Os agentes são indiciados por crimes contra a administração pública, usura, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Eles são acusados pelo MPSP de receber R$ 800 mil do narcotraficante João Carlos Camisa Nova Júnior para livrá-lo de uma investigação sobre envio de toneladas de cocaína para a Europa.
As investigações indicam que o pagamento de propina aos policiais era feito mensalmente por advogados do PCC entre 2020 e junho de 2021. A propina resultou no arquivamento de apurações e na interrupção de um inquérito policial realizado pelo Departamento de Narcóticos (Denarc).
Além disso, os polícias foram informados pelo delator do PCC Vinícius Gritzbach, morto com 10 tiros de fuzil no Aeroporto de Guarulhos em 8 de novembro, a localização de 15 casas cofre da facção, onde ficavam escondidos milhões de reais em espécie.
Eles teriam ido aos locais, sem mandato, e se apropriado dos valores, causando prejuízo de R$ 90 milhões para os criminosos.
Vistoria
Foram encontrados na vistoria: 23 celulares (o presídio mantém, atualmente, 69 presos); R$ 21.672,15 em dinheiro; 11 smartwatches; 14 carregadores de celular; 26 fones de ouvido; pequena quantidade de droga; dólares, euros e um notebook.
O objetivo da Operação Video Vocacionis é apreender aparelhos celulares por meio dos quais dois policiais civis presos fizeram contato com pessoas que se encontravam fora do estabelecimento prisional.
Na ação, também houve a participação da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), Controladoria-Geral do Estado, Polícia Científica e Guarda Civil Metropolitana (GCM).
