Polícia desarticula quadrilha que vendia pornografia infantil

Mandados de prisão foram executados na capital paulista e em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de SP

Grupo atuava como organização criminosa, vendendo material de pornografia infantil em plataformas digitais

Grupo atuava como organização criminosa, vendendo material de pornografia infantil em plataformas digitais | Reprodução/Governo de SP

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta segunda-feira (11/8), mais uma fase da operação ‘NIX – Oculus Legis’, que investiga crimes virtuais relacionados à pornografia infantil.

A ação, coordenada pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD) da Secretaria da Segurança Pública (SSP), cumpriu dois mandados de prisão, três de internação de adolescentes e 14 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Pernambuco, Paraná e Paraíba.

Os mandados de prisão foram executados na capital paulista e em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo.

Um motorista de aplicativo, de 56 anos, também é investigado por suspeita de crimes sexuais contra adolescentes de Alphaville, condomínio de alto padrão, na Grande São Paulo. O caso ocorreu em junho deste ano.

Organização criminosa

Segundo as investigações, o grupo atuava como organização criminosa, vendendo material de pornografia infantil em plataformas digitais, além de praticar estupros virtuais, induzir vítimas à automutilação e ao suicídio, e invadir sites governamentais para inserir dados falsos.

A polícia também apura crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

“Esses indivíduos precisam entender que a internet não é terra sem lei. O núcleo que criamos na SSP está fazendo um trabalho inédito no país para investigar e responsabilizar criminosos que antes se escondiam no anonimato da internet. As ameaças mostram que nosso trabalho está incomodando, e não vamos parar”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite.

O NOAD identificou que os suspeitos chegaram a ameaçar autoridades envolvidas nas investigações, em retaliação a operações anteriores que prenderam líderes do grupo, o qual atuava principalmente no aplicativo Discord.