A advogada Janaína Reis Miron, de 49 anos, meia-irmã do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foi liberada nesta sexta-feira (16/1) após passar por audiência de custódia no Fórum da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.
Ela havia sido presa na tarde de quinta-feira (15/1) após ser identificada por câmeras do Smart Sampa, sistema de reconhecimento facial da Prefeitura.
A abordagem ocorreu em uma unidade básica de saúde no bairro de Veleiros, na zona sul de São Paulo.
Contra Janaína havia dois mandados de prisão em aberto, relacionados a condenações por desacato, lesão corporal e embriaguez ao volante.
As penas, inicialmente em regime aberto, foram convertidas após o descumprimento de medidas judiciais.
Após a detenção, a advogada foi levada ao 11º Distrito Policial, em Santo Amaro. A OAB Santo Amaro acompanhou o caso por se tratar de uma profissional da advocacia.
Segundo a entidade, Janaína faz tratamento contra dependência química e estava na UBS para buscar medicação.
A defesa informou ainda que ela tem um transplante de fígado marcado para a próxima semana.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que a prisão foi cumprida com base em mandados judiciais válidos e seguiu os critérios técnicos do Smart Sampa.
A gestão municipal disse também que o prefeito não mantém contato com a irmã há cerca de 15 anos.
Entenda os crimes que levaram à prisão
De acordo com registros judiciais, Janaína foi condenada em dois processos distintos.
O primeiro envolve agressões contra o próprio filho, registradas em boletim de ocorrência em 2014.
Na ocasião, o Ministério Público apontou episódios de violência física, como mordidas, puxões de cabelo e agressões com objetos.
A condenação ocorreu em abril de 2024, com pena de oito meses de detenção, posteriormente convertida em prestação de serviços comunitários.
O segundo caso diz respeito a uma abordagem policial em outubro de 2022, quando Janaína foi flagrada dirigindo em zigue-zague em uma rodovia de Botucatu, no interior paulista.
Segundo os policiais, ela apresentava sinais evidentes de embriaguez e teria desacatado os agentes durante a ocorrência. A Justiça converteu a pena em multa e prestação de serviços comunitários.
Como as medidas impostas não foram cumpridas, os dois processos resultaram na expedição de mandados de prisão, que acabaram executados nesta semana após a identificação pelo sistema de reconhecimento facial da Prefeitura.
