‘Serial killer’ em SP assusta moradores após 9 corpos serem encontrados em diferentes regiões da capital e polícia revela o que já se sabe sobre os casos que viralizaram na internet

Entenda as linhas de investigação, a suspeita de atuação de facções criminosas e o posicionamento das autoridades sobre as ocorrências

O DHPP concentra as apurações em quatro ocorrências na zona leste, três na zona sul, uma na zona norte e uma na zona oeste.

O DHPP concentra as apurações em quatro ocorrências na zona leste, três na zona sul, uma na zona norte e uma na zona oeste. Foto: Reprodução/TV Globo

A suspeita de um suposto ‘serial killer’ em SP ganhou força nas redes sociais entre setembro e outubro de 2026, após a divulgação de nove ocorrências envolvendo corpos encontrados em diferentes regiões da capital paulista. A repercussão levou autoridades da segurança pública a esclarecer o que as investigações indicam até o momento.

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Veja os nove casos registrados em São Paulo

Os registros ocorreram entre 5 de setembro e 2 de outubro. O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investiga as mortes separadamente.

1. Jabaquara — 5 de setembro

Garis encontraram o corpo de um homem dentro de um saco plástico preto na Rua Contos Gauchescos, na zona sul. O cadáver estava amarrado com cordas.

2. Colônia — 10 de setembro

Um homem foi localizado em um terreno baldio na Rua Zenichi Sato, na zona leste. Ele estava amarrado, enrolado em um cobertor e com a cabeça dentro de sacos plásticos.

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3. Jardim Marabá — 10 de setembro

No mesmo dia, uma mulher foi encontrada morta na Rua Osmano Ungaretti, também na zona leste. O corpo estava enrolado em um cobertor e dentro de um saco plástico. A vítima apresentava ferimentos causados por disparos de arma de fogo.

4. Zona Leste — 13 de setembro

Um homem foi encontrado morto e ensacado na região. As informações divulgadas sobre essa ocorrência não detalharam o endereço exato.

5. Jaçanã — 19 de setembro

Um homem foi encontrado decapitado e esquartejado dentro de sacolas plásticas, em um barranco na zona norte. Roupas e uma faca também estavam no local. A cabeça e as mãos não haviam sido encontradas naquele momento.

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6. Vila Andrade — 25 de setembro

Um homem foi localizado morto no meio da Rua São João do Pernambuco, na zona sul. O corpo estava enrolado em uma coberta e tinha as mãos amarradas.

7. Rio Pequeno — 25 de setembro

Na zona oeste, um homem foi encontrado carbonizado no banco traseiro de um carro incendiado. O caso passou a integrar o conjunto de ocorrências compartilhadas nas redes sociais.

8. Jardim São Luís — 27 de setembro

Uma cabeça humana foi encontrada em uma praça na zona sul, entre a Avenida Guido Caloi e a Ponte Transamérica. A ocorrência também entrou no levantamento dos casos que alimentaram o boato.

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9. Região do Parque Ecológico do Tietê — 2 de outubro

Um homem foi encontrado dentro de um saco plástico em uma área de mata próxima a uma ciclovia e ao centro de treinamento do Corinthians, na zona leste. Os braços e as pernas estavam amarrados com fita adesiva.

Polícia não confirma ação de ‘serial killer’ em SP

Segundo o levantamento divulgado pelo g1, oito das nove vítimas haviam sido identificadas. Até a publicação da reportagem, nenhum suspeito havia sido identificado ou preso pelos crimes.

O DHPP investiga quatro ocorrências na zona leste, três na zona sul, uma na zona norte e uma na zona oeste. Não houve registro desse tipo de ocorrência na região central entre os nove casos.

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A diretora do departamento, Ivalda Aleixo, afirmou que não existem evidências de que um assassino em série esteja agindo na capital. O secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, também declarou que os crimes não apresentam, até o momento, indícios de uma autoria comum.

O que a polícia investiga sobre as mortes?

Uma das hipóteses consideradas em parte das investigações envolve o chamado “tribunal do crime”, prática clandestina atribuída a grupos criminosos para punir pessoas acusadas de desrespeitar regras impostas por essas organizações.

A Secretaria da Segurança Pública informou que os investigadores também analisam possíveis motivações ligadas a vingança e justiçamento, além de circunstâncias específicas de cada homicídio. A participação de facções, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC), não foi descartada.

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A polícia, porém, não confirmou uma ligação entre as nove ocorrências. Por isso, a hipótese de um ‘serial killer’ em SP não deve ser tratada como fato comprovado.

As investigações continuam sob responsabilidade do DHPP, que busca esclarecer as circunstâncias das mortes e identificar os responsáveis.