Victoria Natalini voltou ao centro das investigações nesta sexta-feira (18/9), quando a Polícia Civil prendeu em Itatiba, no interior de São Paulo, um homem apontado como suspeito de envolvimento na morte da adolescente. A prisão ocorreu durante uma nova etapa da apuração sobre o crime ocorrido em 2015, após diligências realizadas pelo DHPP.
Suspeito foi localizado em Itatiba
O homem, identificado apenas como Francisco, foi localizado por policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio da Divisão de Capturas do Dope. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que ele foi preso temporariamente e levado ao 2º Distrito Policial da capital.
A prisão, porém, ocorreu em uma investigação relacionada a crimes sexuais contra duas crianças. Segundo as informações divulgadas, os investigadores ainda procuram elementos que possam ligar o homem à morte de Victoria Natalini. Portanto, a prisão não significa, por si só, que ele tenha sido responsabilizado pelo homicídio.
Como ocorreu a morte de Victoria Natalini
Victoria participava de uma atividade escolar na Fazenda Pereiras, em Itatiba, em setembro de 2015. A adolescente se afastou do grupo durante a atividade e desapareceu. O corpo foi encontrado posteriormente em uma área de mata da propriedade.
A primeira investigação não apontou inicialmente sinais claros de violência. Com isso, a causa da morte permaneceu indefinida. A família, no entanto, questionou os primeiros resultados e buscou novas análises periciais.
Uma nova avaliação realizada pelo Instituto Médico Legal de São Paulo apontou asfixia mecânica por sufocação direta. A partir desse resultado, o caso passou a ser tratado como homicídio.
Investigação ganhou novo andamento
O caso permaneceu sem um responsável identificado por anos. A família continuou cobrando a apuração e o inquérito passou por diferentes etapas até chegar novamente ao DHPP.
Segundo informações divulgadas sobre a investigação atual, policiais voltaram a Itatiba e ouviram pessoas que poderiam ajudar a esclarecer os acontecimentos. Entre os novos relatos estão depoimentos de duas irmãs que afirmaram ter sofrido abusos quando eram crianças.
Os investigadores passaram a analisar se existem conexões entre esses episódios e a morte de Victoria Natalini. Até o momento, as autoridades não divulgaram prova pública que confirme a participação do preso no homicídio.
STJ condenou escola a indenizar família
Em fevereiro de 2026, o Superior Tribunal de Justiça restabeleceu uma indenização de R$ 1 milhão contra a escola responsável pela excursão. A decisão da Quarta Turma reconheceu a responsabilidade civil da instituição pelas circunstâncias relacionadas à morte da estudante.
O STJ também registrou que a perícia apontou asfixia mecânica e destacou falhas relacionadas à vigilância da adolescente durante a atividade. A corte analisou apenas a responsabilidade civil discutida no processo, e não definiu quem praticou o homicídio.
A investigação criminal continua separada desse processo. Agora, os policiais buscam reunir elementos que esclareçam a participação ou não do homem preso no caso Victoria Natalini. A apuração permanece à disposição da Justiça para novas decisões.
