Apenas dois presidentes da Alerj eleitos nos últimos 30 anos não foram presos

PF prendeu Rodrigo Bacellar, atual chefe do legislativo fluminense, preventivamente por intervir na Operação Zargun

Apenas Wagner Montes e André Ceciliano não tiveram passagens pela prisão

Apenas Wagner Montes e André Ceciliano não tiveram passagens pela prisão | Tomaz Silva/Agência Brasil

Nos últimos 30 anos, apenas dois dos sete presidentes eleitos para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) não acabaram na cadeia, seja durante o mandato ou depois.

O escândalo mais recente é o do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), preso preventivamente nesta quarta-feira (3/12) por estar envolvido no vazamento de dados confidenciais na Operação Zargun, responsável pela prisão do deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva (MDB), o TH Joias, em setembro.

A diretoria da PF convocou Bacellar para uma reunião com Fábio Galvão, superintendente da corporação. O político saiu detido do encontro e presta depoimento na Superintendência da PF na capital fluminense.

Presidentes presos

Entre os presidentes da Alerj eleitos desde 1991, apenas o apresentador Wagner Montes (1954-2019), que ficou 14 dias no cargo, e André Ceciliano (PT) não tiveram passagens pela prisão. O petista presidiu a assembleia entre 2017 e 2023.

Já os outros seis, todos tiveram passagem na cadeia, seja durante ou depois do mandato. Veja lista:

  • José Nader (1991 – 1995): preso por pesca ilegal em 2005;
  • Sérgio Cabral Filho (1995 – 2003): preso por fraude de licitações e propina em 2016;
  • Jorge Picciani (2003 – 2011 e 2015 – 2017): preso por envolvimento em esquema de propina em 2017;
  • Paulo Melo (2011 – 2015): preso por envolvimento em esquema de propina em 2017;
  • Rodrigo Bacellar (2023-atual): preso por corrupção em 2025.