Nos últimos 30 anos, apenas dois dos sete presidentes eleitos para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) não acabaram na cadeia, seja durante o mandato ou depois.
O escândalo mais recente é o do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), preso preventivamente nesta quarta-feira (3/12) por estar envolvido no vazamento de dados confidenciais na Operação Zargun, responsável pela prisão do deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva (MDB), o TH Joias, em setembro.
A diretoria da PF convocou Bacellar para uma reunião com Fábio Galvão, superintendente da corporação. O político saiu detido do encontro e presta depoimento na Superintendência da PF na capital fluminense.
Presidentes presos
Entre os presidentes da Alerj eleitos desde 1991, apenas o apresentador Wagner Montes (1954-2019), que ficou 14 dias no cargo, e André Ceciliano (PT) não tiveram passagens pela prisão. O petista presidiu a assembleia entre 2017 e 2023.
Já os outros seis, todos tiveram passagem na cadeia, seja durante ou depois do mandato. Veja lista:
- José Nader (1991 – 1995): preso por pesca ilegal em 2005;
- Sérgio Cabral Filho (1995 – 2003): preso por fraude de licitações e propina em 2016;
- Jorge Picciani (2003 – 2011 e 2015 – 2017): preso por envolvimento em esquema de propina em 2017;
- Paulo Melo (2011 – 2015): preso por envolvimento em esquema de propina em 2017;
- Rodrigo Bacellar (2023-atual): preso por corrupção em 2025.





