O prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) marcaram um almoço para esta terça-feira (22/10), em uma churrascaria do Morumbi, na zona sudoeste de São Paulo. Essa é a primeira agenda conjunta entre os dois no segundo turno das eleições paulistanas.
Parte do entorno do emedebista acha desnecessária a aproximação a Bolsonaro, pela alta rejeição do ex-mandatário, apesar da popularidade. O adversário de Nunes neste segundo turno, Guilherme Boulos (PSOL), tem como estratégia reforçar a relação entre ambos.
O entendimento também ocorre pela boa posição de Nunes nas pesquisas eleitorais, com boa vantagem em todos os levantamentos contra o deputado do PSOL.
Retribuição a Tarcísio
Nunes topou o almoço, principalmente, como um gesto de retribuição a Tarcísio de Freitas (Republicanos), que mostrou fidelidade desde quando Bolsonaro ainda tinha dúvidas de quem apoiar na capital paulista. O deputado federal Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, entre outras lideranças, devem participar do almoço.
Bolsonaro já demonstrou falta de entusiasmo em apoiar Nunes, apesar de ter indicado o seu vice, o Coronel Mello Araújo (PL). No dia das eleições de primeiro turno, por exemplo, ele afirmou que o mais importante seria derrotar Boulos, em vez de reforçar o apoio ao atual prefeito, em um aceno a Pablo Marçal (PRTB).
A campanha de Marçal já havia escolhido o ex-ministro Ricardo Salles (Novo) para fazer a ponte com o ex-presidente no caso de Marçal avançasse para o segundo turno.
