Fim da escala 6×1 e PEC da Segurança Pública não serão votados até as eleições, sinaliza Alcolumbre

Cancelamento da sessão do Congresso adia a análise de propostas consideradas prioritárias para o País

Impasse entre governo e Congresso interrompe a tramitação de projetos importantes antes do período eleitoral (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Impasse entre governo e Congresso interrompe a tramitação de projetos importantes antes do período eleitoral (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A sessão do Congresso Nacional prevista para esta quinta-feira (9/7) foi cancelada por falta de acordo entre as lideranças.

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Com isso, propostas consideradas prioritárias, como a PEC que prevê o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública, devem permanecer paradas durante o recesso parlamentar e também ao longo do período eleitoral.

Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) o cancelamento ocorreu porque não houve consenso para analisar os vetos presidenciais.

O recesso começa na próxima semana e vai até 31 de julho. Em seguida, a campanha eleitoral, marcada para iniciar em 13 de agosto, tende a reduzir ainda mais o ritmo dos trabalhos legislativos.

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Propostas importantes ficam para depois das eleições

Segundo o colunista Valdo Cruz, da GloboNews, a paralisação afeta diretamente algumas das principais pautas em discussão no Congresso.

Além da PEC da Segurança Pública e a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, ficam sem previsão de votação o projeto que regulamenta a exploração de terras raras, a proposta que permite utilizar receitas extras do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis e a escolha do novo ministro do Supremo Tribunal Federal após a rejeição do nome de Jorge Messias.

Rompimento entre Lula e Alcolumbre travou a agenda

O impasse político acontece após o rompimento entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A relação ficou desgastada depois da rejeição da indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF, no fim de abril.

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Desde então, as tentativas de promover um encontro entre os dois não avançaram. O novo líder do PT no Senado, Camilo Santana, afirma que pretende organizar uma reunião ainda neste mês, mas o calendário reduzido impede que novas matérias relevantes sejam votadas antes das eleições.

Refinanciamento para produtores rurais deve avançar

Apesar da paralisação das demais propostas, a negociação entre a bancada ruralista e o Ministério da Fazenda para refinanciar dívidas de produtores rurais está perto de um acordo.

A expectativa é que o governo edite uma medida provisória com prazo de dez anos para produtores afetados por eventos climáticos extremos.

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O texto também prevê dois anos de carência e juros de 6% nesses casos. Para os demais produtores, o refinanciamento deverá ter prazo menor e juros de 9%.