A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) instaurou nesta semana uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar golpes por meio da oferta de falsos investimentos em criptoativos e marketing multinível, prática também conhecida como pirâmide e que costuma afetar principalmente pequenos investidores. O colegiado irá funcionar por 120 dias, com possibilidade de prorrogação.
O escolhido para presidir a comissão foi o deputado Guto Zacarias (União Brasil), com Paulo Fiorilo (PT) como vice-presidente e Leonardo Siqueira (Novo) como relator. O autor da proposta foi o também deputado Altair de Moraes (Republicanos).
Segundo um assessor ouvido pela Gazeta, a expectativa da CPI é a de convidar “gente grande” para falar sobre o tema na Alesp, como banqueiros, delegacias especializadas e representantes do Procon.SP.
“Vivemos um momento importante em que o Brasil discute grandes escândalos de pirâmides causados por organizações que lesam uma população que, por não ter acesso à educação financeira, cai em pequenos golpes, além de causar danos gigantescos ao Estado”, disse Zacarias.
“A relatoria da CPI vai nos permitir expor e questionar todos os envolvidos em escândalos que tiram o dinheiro do povo paulista. Sejam eles bancos, gestoras, influenciadores, estelionatários etc. Vamos fazer cumprir a lei diante daqueles que muitas vezes, infelizmente, ficam impunes”, afirmou Siqueira.
Apesar do prazo de 120 dias, a comissão poderá ser prorrogada para até um ano.
