Debate entre candidatos à Prefeitura de São Paulo foi marcado por provocações

Candidatos focaram na estratégia de cortes para as redes ao criar apelidos para adversários; propostas foram pouco discutidas

Candidatos à Prefeitura de São Paulo

Candidatos à Prefeitura de São Paulo | Crisley Santana/Gazeta de S.Paulo

O debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, promovido pela TV Gazeta e My News, foi marcado por provocações e pouca discussão de propostas, neste domingo (1º/9). 

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Os cinco candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais Guilherme Boulos (PSOL), Ricardo Nunes (MDB), Pablo Marçal (PRTB); Tabata Amaral (PSB) e José Luiz Datena (PSDB) participaram do debate. 

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Antes do início, os candidatos conversaram com a imprensa. O primeiro a chegar foi José Luiz Datena. “Espero um debate sem palhaçada”. Confira na página da Gazeta no Instagram

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Na sequência, falou Ricardo Nunes. O candidato desdenhou da partida do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), que agora apoia a candidatura de Pablo Marçal. 

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“É uma opção dele. Acho que já vai tarde. Já tinha algumas divergências de pensamento na forma que ele conduzia as questões e a gente”, disse Nunes sobre o caso. 

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Já Guilherme Boulos não poupou adjetivos para seus adversários. Ao ser questionado sobre quem seria seu maior adversário na disputa respondeu: “o bolsonarismo e o banditismo”. Confira o vídeo

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A deputada federal e candidata Tabata Amaral falou rapidamente e afirmou que ela e sua equipe defendiam as melhores propostas para a cidade. Veja

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Pablo Marçal foi o último candidato a chegar e não falou com a imprensa, apenas fez gestos com a mão. Na entrada do debate, respondeu à Gazeta que seu maior adversário na disputa é “a fome e a miséria”. Assista na íntegra

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Primeiro bloco

O início do debate foi o mais tenso entre os candidatos. Apelidos não faltaram entre os adversários que miraram na estratégia de cortes para as redes sociais. 

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Pablo Marçal voltou a relacionar Guilherme Boulos ao uso de drogas, além de chamar o candidato do PSOL de “Boules”.

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Boulos, em contrapartida, citou a reportagem da Folha de S.Paulo, que demonstrou que a campanha de Marçal tentava associá-lo a um processo de porte de drogas pelo qual ele não respondeu.

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Marçal também teve embates com o prefeito Ricardo Nunes no primeiro bloco. Nunes chamou Marçal de “Pablito” ao perguntar sobre uma condenação do empresário. 

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Em resposta, Marçal chamou o emedebista de “bananinha”. 

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“Bananinha foi o lanchinho que você comeu na cadeia”, retrucou Nunes, que ainda chamou o adversário de “tchutchuca do PCC”.

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A candidata Tabata Amaral desviou brevemente o foco das discussões ao falar sobre a piora nos índices educacionais de São Paulo, em comparação com outras cidades do País. 

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Na sequência, José Luiz Datena subiu o tom contra Nunes. “Ele disse que eu não tenho coragem de falar na cara. Falo na sua cara: picareta!”, disse ao relacionar Nunes com problemas da sua gestão na justiça.

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Nunes teve concedido o direito de resposta. Usou a ocasião para dizer que Datena já foi condenado “várias vezes por imputar a pessoas inocentes crimes que elas não cometeram”. 

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Segundo bloco

A segunda parte do debate também teve troca de provocações, embora os candidatos tenham discutido, ainda que de maneira breve, a privatização da Sabesp, Companhia de Saneamento Básico do Estado e a situação da Cracolândia.

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Marçal debochou dos adversários e disse estar enfrentando um “consórcio de comunistas desesperados”, ao se referir à Datena, que falava enquanto estava com o microfone fechado.

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Ao responder, o candidato do PSDB subiu o tom contra Marçal. “Você fugiu da lei. Você é uma ameaça à democracia. Nos usou [apontado para os candidatos] como atores e o povo como palhaço”. 

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O candidato do PSOL afirmou ser contra a privatização da Sabesp, pauta aprovada pela Câmara de Vereadores de São Paulo neste ano.

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Boulos ainda criticou o vice de Ricardo Nunes, coronel Ricardo Augusto Nascimento de Mello Araújo (PL), por diferenciar a periferia de bairros nobres da capital. Na sequência, ouviu de Nunes que ele (Boulos) não respeita as forças de segurança. 

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Já Tabata Amaral afirmou que em sua gestão “bandido será tratado como bandido” e as forças policiais serão usadas para sistema de crimes na região. Ela ainda questionou Pablo Marçal. 

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“Queria saber se você, que tem tanta relação com o crime organizado, vai ter moral para enfrentar a cracolândia”, disse a candidata. 

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Terceiro bloco

Na terceira parte do debate, os candidatos precisaram responder a temas sorteados: mobilidade, economia, segurança, zeladoria e educação. 

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O bloco também ficou marcado por uma discussão tensa entre Datena e Pablo Marçal. 

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Ao falar sobre economia, Boulos disse ter intenções de trazer para São Paulo um plano de expansão de emprego em regiões afastadas do centro da cidade, algo já feito em outras metrópoles ao redor do mundo.

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Já Tabata afirmou que sua gestão valorizará o pequeno empreendedor, com acesso facilitado a créditos e isenção de impostos durante um ano.

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Próximo do fim do terceiro bloco, Datena disse que teria recebido ligações de Marçal antes do debate na Band. De acordo com ele, Marçal tentava fazer um acordo para o jornalista atacar Nunes, enquanto o ex-coch focaria em Guilherme Boulos.

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“Só que eu não sabia o vagabundo sem vergonha, ladrão condenado, estelionatário de internet que você é, senão não teria atendido nem a primeira, nem a segunda ligação”, disse o apresentador. 

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Na sequência, foi provocado por Marçal que disse “vem cá”. Datena desrespeitou as regras do programa, saiu do púlpito e encarou o adversário. 

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A apresentadora Denise pediu a entrada dos seguranças, advertiu os candidatos e encerrou o terceiro bloco. O bate boca continuou nos bastidores do intervalo.

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Quarto bloco

Os candidatos tiveram que responder às perguntas dos internautas, selecionadas pela produção do debate a partir das redes sociais. 

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Nunes respondeu sobre à Cracolândia e disse que sua gestão tem trabalhado para aumentar forças de segurança que atuam na região.

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Datena, ao responder sobre a integração da tecnologia na educação, respondeu que “a máquina não pode tomar o lugar de ninguém”.

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Sobre zeladoria, Tabata disse que vai criar um “passaporte da cidadania”, com apoio a pessoas que contribuírem para o bem-estar da cidade, além de voltar no tema da cracolândia, dizendo ser um “tema caro” para ela

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Sobre saúde, Guilherme Boulos afirmou que vai diminuir as filas de espera na cidade por meio do “Poupatempo da Saúde”, uma das suas propostas de governo. 

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Pablo Marçal respondeu sobre mobilidade criticando a gestão de Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda, e ex-prefeito de São Paulo. 

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Também voltou a falar de Datena “veio me agredir e fez eu perder meu direito de resposta”. 

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Último bloco

Os candidatos fizeram um resumo sobre suas campanhas, mas também aproveitaram para atacar os adversários. 

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Datena: “Da pena de ver um cidadão como esse (Pablo Marçal) na Prefeitura de São Paulo. Sorte que o cidadão jamais elegeria um candidato como esse”.

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Tabata: “Quero que outras mães formem seus filhos e os veja acessando bons empregos, boa mobilidade”. 

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Boulos: “O que me move é o mesmo que me moveu aos 25 anos no movimento social. Um prefeito de São Paulo precisa sentir a dor que as pessoas sentem”. 

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Nunes: “Temos que dar continuidade ao que dá certo. Eu me preparei para ser prefeito de São Paulo”.

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Marçal: “Esse governo vai representar o governo das crianças. Nós daremos esporte para os seus filhos”.