Fim da taxa das blusinhas avança no Congresso e muda cobrança para compras internacionais de até US$ 50

Veja como ficam os tributos, a cobrança estadual e as regras para encomendas internacionais de pequeno valor

A nova regra também permite que o governo limite a quantidade ou a frequência de encomendas para evitar o uso comercial do benefício.

A nova regra também permite que o governo limite a quantidade ou a frequência de encomendas para evitar o uso comercial do benefício. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O fim da taxa das blusinhas foi aprovado pelo Congresso Nacional na quinta-feira (3/9), após a votação da Medida Provisória 1.357/2026 pela Câmara e pelo Senado. A proposta altera as regras para encomendas internacionais de pequeno valor e segue agora para sanção presidencial.

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O que muda nas compras de até US$ 50

A principal mudança envolve o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 (R$ 255) feitas por pessoas físicas em plataformas participantes do Remessa Conforme.

A alíquota federal fica zerada nessa faixa. A regra já está em vigor desde 12 de maio de 2026, quando a MP foi publicada.

Isso significa que o comprador não paga o Imposto de Importação. Porém, a compra ainda pode ter cobrança de ICMS, que é um tributo estadual.

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A Receita Federal informa que o ICMS continua sendo aplicado às encomendas internacionais. A alíquota varia conforme o estado de destino.

Como ficam os produtos acima de US$ 50

Para compras entre US$ 50,01 e US$ 3 mil, a regra também muda. O Imposto de Importação continua em 60%, com desconto de US$ 30 no valor do tributo.

A MP permite ainda que o Ministério da Fazenda altere essas alíquotas dentro dos limites previstos pela legislação. O objetivo é permitir ajustes conforme os efeitos econômicos observados.

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Fim da taxa das blusinhas terá acompanhamento

O texto aprovado pelo Congresso criou mecanismos para avaliar os efeitos da nova regra. O Ministério da Fazenda deverá fazer a primeira análise em até três meses.

Depois, novas avaliações deverão ocorrer a cada seis meses. O acompanhamento vai considerar emprego, renda, preços e competitividade das empresas brasileiras.

Também entram na análise o volume de compras internacionais e os efeitos sobre a arrecadação. Os setores de roupas, calçados, brinquedos e cosméticos terão atenção específica.

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O Congresso também deverá avaliar anualmente o regime simplificado. O Executivo terá de apresentar um relatório sobre os impactos fiscais e econômicos da medida.

Compras poderão ter limites

O texto permite que o governo estabeleça limites de quantidade ou frequência para encomendas beneficiadas pela alíquota reduzida.

A regra busca impedir o uso da vantagem tributária para operações comerciais. Assim, o benefício destinado a pessoas físicas não poderá ser usado para importações voltadas à revenda.

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A medida provisória também mantém o controle das encomendas por meio do Remessa Conforme. Nas plataformas certificadas, os impostos são calculados e pagos durante a compra.

Com a aprovação no Congresso, o fim da taxa das blusinhas avança para a etapa de sanção presidencial. Enquanto isso, a alíquota zero para compras de até US$ 50 permanece prevista nas regras atuais da Receita Federal.