Flávio Bolsonaro pede que EUA evitem novas tarifas ao Brasil porque elas poderiam beneficiar Lula nas eleições

Senador esteve acompanhado de seu irmão Eduardo e discursou por cerca de quatro minutos

Flávio Bolsonaro discursou durante audiência nos EUA (Crédito: divulgação)

O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), discursou nesta terça-feira (7/7) por cerca de quatro minutos durante audiência pública nos Estados Unidos para falar sobre um possível novo tarifaço contra o Brasil.

Continua após a publicidade

Acompanhado de seu irmão Eduardo, deputado cassado que mora nos EUA, Flávio falou em inglês e afirmou que este momento é o ‘pior possível’ para novas tarifas contra o Brasil e que elas beneficiariam Lula (PT) nas eleições presidenciais deste ano.

“O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os responsáveis ​​pelas ações em questão”, afirmou Flávio.

“Peço respeitosamente a este país: não imponham tarifas ao Brasil. Preservem o sucesso desta relação, cancelem essa medida e deixem que negociemos”, prosseguiu o senador.

Continua após a publicidade

“Acho que vocês estão usando as tarifas (…) para atingir o objetivo que desejam. Se a intenção é pressionar o Brasil, esse não é o jeito correto de fazer isso. Essa não é a forma adequada. Existem instrumentos direcionados que podem ser usados contra indivíduos”, completou.

Tarifaço dos EUA poupa café, frutas, carnes e itens da aviação brasileira

O governo dos Estados Unidos deixou de fora do novo pacote de tarifas contra produtos brasileiros itens importantes da pauta de exportação do País, como suco de laranja, café e carne bovina.

A lista de exceções foi divulgada em 2 de junho deste ano, junto com o anúncio da sobretaxa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros.

Continua após a publicidade

Segundo o governo americano, foram excluídos da medida produtos considerados essenciais para a economia dos Estados Unidos, itens com risco de gerar escassez no mercado interno e mercadorias que não podem ser produzidas em território americano em escala suficiente.

Próximos passos

A decisão ainda está em uma etapa de análise. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) abriu uma consulta pública para receber manifestações do setor privado. Foi por isso motivo que Flávio Bolsonaro discursou nesta terça-feira.

Após essa fase, será elaborado um relatório final, cuja publicação está prevista para ocorrer até 15 de julho.

Continua após a publicidade

Embora a lista divulgada seja preliminar, a medida aumenta a pressão comercial entre os dois países.

A decisão final sobre a aplicação das tarifas caberá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.