Flávio Bolsonaro publica nota antes da exibição de matéria no ‘Fantástico’, afirmando ter sido procurado para prestar esclarecimentos

Senador usou as redes sociais para divulgar nota sobre matéria exibida pela TV Globo e explicar razões da negativa

Flavio Bolsonaro/Fernando Frazão/Agência Brasil

Na noite do último domingo (1/11), o candidato derrotado Flávio Bolsonaro fez uma publicação no X (antigo Twitter) esclarecendo os motivos que o levaram a não participar da matéria do ‘Fantástico’ sobre sua fuga do Brasil.

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Durante a reportagem, o jornal mostrou a rota que o senador fez para chegar à Argentina, antes de entrar em um avião para os Estados Unidos. Com documentos e mensagens exclusivas, o veículo afirmou ter buscado a posição de Flávio, que negou a participação.

Antes mesmo da exibição da produção, o candidato, então, se posicionou nas redes sociais em uma “Nota ao Brasil”, explicando as razões que o levaram à negativa da entrevista.

“Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação”, inicia.

Em seguida, segue a narrativa de perseguição política, afirmando que teria sido iniciada apenas sete minutos após o resultado oficial das eleições. Além disso, ele também aponta a intimação de entrega dos passaportes, exigida pela Polícia Federal após o fim do processo eleitoral.

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Finaliza utilizando uma frase do ministro do Supremo Tribunal, Cristiano Zanin, e reafirmando os compromissos que assumiu como candidato à presidência.

Fui candidato à Presidência, enfrentando todo um sistema que quer que as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você. Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Direitos Humanos.” (Cristiano Zanin, em 7/ago/2016).

Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.

Confira a publicação na íntegra