Na noite do último domingo (1/11), o candidato derrotado Flávio Bolsonaro fez uma publicação no X (antigo Twitter) esclarecendo os motivos que o levaram a não participar da matéria do ‘Fantástico’ sobre sua fuga do Brasil.
Durante a reportagem, o jornal mostrou a rota que o senador fez para chegar à Argentina, antes de entrar em um avião para os Estados Unidos. Com documentos e mensagens exclusivas, o veículo afirmou ter buscado a posição de Flávio, que negou a participação.
Antes mesmo da exibição da produção, o candidato, então, se posicionou nas redes sociais em uma “Nota ao Brasil”, explicando as razões que o levaram à negativa da entrevista.
“Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação”, inicia.
Em seguida, segue a narrativa de perseguição política, afirmando que teria sido iniciada apenas sete minutos após o resultado oficial das eleições. Além disso, ele também aponta a intimação de entrega dos passaportes, exigida pela Polícia Federal após o fim do processo eleitoral.
Finaliza utilizando uma frase do ministro do Supremo Tribunal, Cristiano Zanin, e reafirmando os compromissos que assumiu como candidato à presidência.
Fui candidato à Presidência, enfrentando todo um sistema que quer que as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você. Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Direitos Humanos.” (Cristiano Zanin, em 7/ago/2016).
Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.
Confira a publicação na íntegra
NOTA AO BRASIL Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação. Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras. Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão – sem ter cometido crime algum – e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre. Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial. Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta. Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você. Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.” (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016). Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) November 1, 2026
