Um grupo de manifestantes fez um ato de protesto durante o almoço entre o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) na tarde desta terça-feira (22/10), em uma churrascaria da zona sudoeste de São Paulo.
Com caixas de som, os manifestantes criticaram os participantes, principalmente Nunes. Uma das mulheres lembrou da falta de energia elétrica na Capital na última semana. O momento foi flagrado pela reportagem da Gazeta.
“O Nunes quis culpar o governo federal. E a poda de árvore? E o apagão, Nunes?”, desafiou a manifestante, ao microfone.
‘Sem-vergonha’
Outra mulher se queixou do público no restaurante, considerado “um clubinho de rico”. “Vocês fizeram cada barbaridade durante o governo Bolsonaro, e agora estão aí, esbanjando. Não têm vergonha, não?”, questionou ela.
Segundo apuração da Gazeta, as pessoas são ligadas à Frente Povo Sem Medo e à Frente Brasil Popular, duas organizações ligadas à esquerda.
O almoço
O almoço entre Nunes e Bolsonaro reuniu parte do poder nacional em uma churrascaria no bairro do Morumbi. O encontro ocorreu cinco dias antes do segundo turno na Capital.
Além dos dois, foram ao evento o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o ex-presidente Michel Temer (MDB) e uma série de políticos, empresários e líderes de entidades patronais.
O público de tempos em tempos gritava “15”, o número de Nunes nas urnas, enquanto era servido pelos acepipes do restaurante Fazenda Churrascada.
Medalha de ‘imbrochável’
No palco, logo no início do evento, Bolsonaro concedeu a sua famosa “medalha de imbrochável” para o médico e empresário Fauzi Hamuche, que fazia o papel de mestre de cerimônia no encontro. O agraciado ficou todo feliz.
Nunes exaltou Tarcísio durante o discurso, falando que se trata de uma “parceria de sucesso” e atacou o seu oponente Guilherme Boulos (PSOL). “Vamos derrotar esses demagogos que não votam a favor do povo, que só fazem cinismo, que são a favor do caos, que são o retrocesso”, afirmou o emedebista, que lidera todas as pesquisas.
Já Bolsonaro destacou a resolução da dívida que São Paulo tinha com o governo federal. “Eu disse para o [Paulo] Guedes: o Brasil arrecada demais. Vamos colaborar com o Estado de São Paulo”, afirmou o ex-presidente sobre o acordo envolvendo o aeroporto do Campo de Marte.
Tarcísio destacou “todas as parcerias entre a prefeitura e o Estado”, como na área de saúde e da expansão do transporte ferroviário. Na sequência, todos foram almoçar na churrascaria.
