Lula ironiza eleições dos EUA e diz que vai ‘dar urna eletrônica para Donald Trump’

Durante agenda na Europa, presidente brasileiro sugeriu adoção global da tecnologia pela ONU e relembrou o próprio histórico de vitórias e derrotas para defender o sistema eleitoral do país

O presidente defendeu a agilidade do sistema eleitoral brasileiro durante compromissos oficiais em conferências na Europa (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O modelo de votação dos Estados Unidos e a segurança do sistema eleitoral brasileiro pautaram as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em solo europeu.

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Em entrevista coletiva concedida após sua participação em solo francês na Cúpula do G7, já em Genebra, na Suíça, o chefe de Estado brasileiro traçou um paralelo entre a eficiência das apurações no Brasil e a complexidade do sistema norte-americano, desferindo uma provocação direta ao ex-presidente Donald Trump.

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Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil a ter eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas. Na próxima vez, vou levar uma urna eletrônica para mostrar para ele (Trump) como é que ela funciona”, declarou Lula.

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Diálogo nos bastidores do G7

A ofensiva em defesa da tecnologia nacional começou horas antes, na França. Jornalistas que cobriam a reunião do G7 flagraram um diálogo descontraído do presidente brasileiro com o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, e com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. No bastidor capturado pela imprensa local, Lula detalhou à dupla a velocidade com que o eleitorado do país conclui a votação.

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“A eleição no Brasil é muito rápida. A eleição termina às 17h e às 19h já temos os resultados de 160 milhões de votos. Eu não sei por que a ONU não adota o sistema eletrônico como orientação aos outros países”, questionou o petista durante o bate-papo.

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Histórico das urnas eletrônicas

Para rebater o ceticismo internacional e doméstico, Lula usou seu próprio histórico político de quase quatro décadas como argumento de idoneidade da tecnologia. O presidente enfatizou que o ecossistema eletrônico brasileiro registrou alternâncias de poder que afetaram diretamente sua carreira e seu partido.

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“Eu fui o segundo em 1989, fui o segundo em 1994, fui o segundo em 1998. Aí eu fui o primeiro em 2002, o primeiro em 2006, o PT foi o primeiro em 2010, o primeiro em 2014, o segundo em 2018 e o primeiro agora em 2022, tudo pelo voto eletrônico”, afirmou.

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Preparativos para as Eleições 2026

O discurso alinhado com a higidez das urnas ganha sustentação nas análises de bastidor do Poder Judiciário. Recentemente, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Floriano de Azevedo Marques, ressaltou que o retrospecto das últimas eleições gerais no país sepultou os questionamentos técnicos.

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Segundo o magistrado, o histórico recente funciona como uma validação definitiva da segurança do processo, tornando as desconfianças sobre o aparelho um tema do passado e sem nexo.

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A mobilização ocorre em um momento estratégico. O Brasil acabou de celebrar os 30 anos de criação da urna eletrônica e está a pouco mais de três meses de distância das eleições de 2026.

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Para consolidar a segurança do eleitorado que escolherá os novos mandatários e o próximo presidente do país, o TSE aposta na divulgação da série especial “30 anos da Urna Eletrônica”, desenvolvida pela Secretaria de Comunicação e Multimídia (Secom).