‘Lula Lá’, ‘Ey Ey Eymael’ e mais: jingles políticos dos anos 80 e 90 que viraram trilha sonora de campanhas e ficaram na memória do País até hoje

Refrões de Eymael, Lula, Brizola, Erundina, Silvio Santos, Collor e Maluf mostram como a música ajudava a fixar nomes nas eleições

Jingles propagandas

Com refrões simples e repetitivos, os jingles transformavam nomes, números e slogans em melodias fáceis de cantar/Reprodução/Agência Brasil e Reprodução/TV Globo

As campanhas eleitorais brasileiras dos anos 1980 e 1990 tinham uma característica difícil de esquecer: os candidatos também disputavam espaço na memória dos eleitores por meio da música com jingles políticos marcantes.

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Com refrões simples e repetitivos, os jingles transformavam nomes, números e slogans em melodias fáceis de cantar. Alguns atravessaram décadas.

Eymael e o refrão que sobreviveu às eleições

“Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão” nasceu na campanha de José Maria Eymael para a Prefeitura de São Paulo, em 1985. A música foi reaproveitada em diferentes eleições, com alterações nos versos conforme o cargo disputado.

Lula Lá virou um clássico

Em 1989, Hilton Acioli compôs “Lula Lá”, também conhecida como “Sem medo de ser feliz”. O jingle trazia versos como “Lula lá, brilha uma estrela” e ganhou uma gravação coletiva com vários artistas.

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A música acabou se tornando uma das peças eleitorais mais lembradas daquele período.

A fórmula permaneceu praticamente intacta: o nome do candidato repetido até se transformar no próprio jingle.

Erundina e a ligação com ‘Lula Lá’

Na eleição para a Prefeitura de São Paulo, em 1988, Luiza Erundina também teve seu jingle. O acervo do Museu da Propaganda Política registra a peça daquele ano.

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A campanha ainda guarda uma curiosidade: Hilton Acioli, compositor de “Lula Lá”, havia criado anteriormente jingles para Erundina e Celso Daniel.

Brizola apostou na repetição

O jingle de Leonel Brizola em 1989 seguia uma estratégia ainda mais direta:

“Lá, lá, lá, lá, lá, Brizola”.

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A música repetia o nome do candidato e completava com a ideia de um “tempo bem melhor pra se viver”.

Silvio Santos levou a TV para a eleição

A candidatura presidencial de Silvio Santos em 1989 ganhou uma trilha que aproveitava uma música que o público já conhecia da televisão.

“Silvio Santos já chegou” adaptava a tradicional “Silvio Santos vem aí”, acrescentando referências ao número 26 e à candidatura.

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Collor transformou o sobrenome em verbo

Fernando Collor também apostou em um trocadilho musical. Em “Collorir eu vou”, o sobrenome aparecia associado às cores da bandeira brasileira.

O refrão repetia: “Collorir eu vou, pra vida ficar azul”.

Maluf entrou no ritmo do ‘lero-lero’

Paulo Maluf tinha um refrão igualmente direto em 1989: “Sem lá-lá-lá, sem lero-lero, chega de incompetência, é Maluf que eu quero”.

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No fim, cada campanha tinha sua própria fórmula, mas o objetivo era parecido: fazer o eleitor lembrar do candidato mesmo depois que o programa eleitoral terminasse.