Lula lamenta morte da escritora Marina Colasanti

Presidente exaltou a obra construída por ela durante a carreira e a chamou de 'múltipla artista'

Escritora Marina Colasanti morreu, aos 87 anos

Escritora Marina Colasanti morreu, aos 87 anos | Daniel Marenco/Folhapress

O presidente Lula (PT) lamentou a morte da escritora Marina Colasanti, nesta terça-feira (28/1), no Rio de Janeiro, de causas ainda não reveladas. Ela tinha 87 anos.

“O Brasil perdeu a múltipla artista Marina Colasanti. Entre contos, poesias, crônicas e livros infantojuvenis, construiu uma obra literária que cativou diferentes gerações de brasileiros de todas as idades”, disse o presidente, em nota oficial.

No texto, Lula exaltou a obra construída pela artista durante a carreira, e enviou os sentimentos aos amigos e admiradores de Marina.

O velório será no Parque Lage, também no Rio, em uma cerimônia restrita aos familiares.

Literatura, tradução e artes plásticas

Marina publicou mais de 70 obras especialmente para crianças e jovens, mas também tinha uma produção adulta e considerada feminista feita há décadass. A autora ganhou nove vezes o prêmio Jabuti.

Além de produzir poesias, contos, literatura infantil e infantojuvenil, era jornalista, tradutora e artista plástica.

Em 2023, Marina conquistou o cobiçado Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras e considerado um dos principais prêmios literários do País.

Internacionalmente, ela venceu o Concurso Latinoamericano de Cuentos para Niños, da Unicef, o Prêmio Norma de Literatura Infantil e Juvenil e o Prêmio Iberoamericano SM.

Foi finalista do Hans Christian Andersen, considerado o Nobel de Literatura Infantil.

Marina nasceu em 26 de setembro de 1937, na cidade de Asmara, capital da Eritreia, de uma família italiana. Ela passou parte da infância em Trípoli, na Líbia, e na Itália.

A artista era casada com o poeta Affonso Romano de Sant’Anna e deixa uma filha, a atriz e diretora Alessandra Colasanti, e o neto Nuno.