O presidente Lula (PT) desafiou nesta segunda-feira (20/7) o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, a vir ao Brasil para apoiar seu principal adversário nas eleições, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que “derrotará todos” os que tentarem interferir na disputa presidencial deste ano.
“Eu estou convidando quem quiser do mundo para vir ver as eleições aqui no Brasil. Quem quiser pode vir acompanhar. Se o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quiser vir apoiar meu adversário, que venha. Que monte o comitê. Pois a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia no Brasil”, afirmou Lula.
“Nós queremos uma coisa sagrada: aqui, nós erramos por nós, nós acertamos por nós e aqui ninguém diz o que nós vamos fazer. Aqui nós decidimos o que nós vamos fazer. Porque isso significa a gente voltar a andar de cabeça erguida e defender a nossa soberania”, completou.
A fala ocorreu durante evento da convenção nacional do PDT, em Brasília, em que o partido oficializou apoio à campanha de reeleição do atual mandatário brasileiro.
Tensão aumenta após novo tarifaço dos EUA contra produtos brasileiros
O governo Trump, por meio do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), anunciou na noite da quarta-feira (15/7) a imposição de tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados aos EUA.
A decisão, chancelada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ocorre após o fim da investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas injustas pelos EUA.
Governo Lula criticou presença de Flávio Bolsonaro em audiência nos EUA
O governo Lula (PT), por meio de nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social na terça-feira (7/7), fez duras críticas ao senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), por sua participação na audiência pública realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), aberta à participação do setor privado e da sociedade civil para discutir a imposição de tarifas contra o Brasil.
Na nota, o governo acusou Flávio de “legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores” do Brasil.
