Candidato à reeleição como deputado federal pelo PL (Partido Liberal) de Minas Gerais, Nikolas Ferreira conversou com exclusividade com a colunista da Gazeta Micarla Lins nesta quinta-feira (20/8) durante agenda em São Paulo.
Na conversa, o parlamentar reclamou da atuação do STF (Superior Tribunal Federal), opinou sobre a decisão do TSE de não permitir que o candidato à Presidência Pablo Marçal (PRTB) participe de debates políticos e aproveitou para falar sobre o que o povo mineiro pode esperar dele em um novo mandato e uma possível candidatura à Presidente da República no futuro.
Confira a entrevista na íntegra:
O que você acha da decisão do TSE que acabou de acontecer com relação a proibir o Pablo Marçal de aparecer em qualquer campanha política?
Nikolas: É a nossa democracia, né? É inacreditável como hoje para poder você calar um opositor, você tem que tirar ele do jogo político. Então eu não eu não concordo. Eu acho que todo mundo que, enfim, tem a condições de concorrer, tem que concorrer, mesmo que não seja o lado que eu que eu admiro, que eu gosto. Acho que o o Pablo faria uma diferença na eleição. O próprio Flávio falou que ele é um cara do bem, enfim, ajudaria ali, obviamente, o lado espectro da direita, mas essa decisão que tomou, o que nós podemos fazer, né, meros mortais, isso que tem que tem sido rotina no nosso País.
O que que o povo de Minas Gerais pode esperar de você caso você seja reeleito?
N: Que pode esperar o Nikolas ainda mais combativo, mais propositivo. Eu acho que a gente tem muitas lutas para poder enfrentar ainda no Congresso, muitas posições que a gente pode ocupar. Eu sou presidente da Comissão de Educação, titular da CCJ, que é a comissão mais importante da casa. Acredito que a gente fez um trabalho muito bom, propositivo com as nossas emendas. A gente conseguiu fazer e várias salas multissensoriais em todo o estado de Minas Gerais para poder cuidar das crianças com espectro autista. A gente fez trabalhos sociais que nunca tinham sido feito antes, como o projeto de judô de graça, onde eu nasci, por exemplo. A gente foi um dos que mais investiram na segurança pública de Minas Gerais. Então, eu acho que eu tenho sido uma voz importante, uma pedra num sapato pra esquerda. Não é à toa que o próprio Alexandre Moraes já derrubou as minhas redes sociais. Então não é à toa, né? Eu acho que para um capítulo maior tem que ter também uma expressão maior pra gente enfrentar essas batalhas maiores.
O que que você daria de um conselho para aquelas pessoas que ainda falam que não querem se envolver politicamente?
N: Para mim, você tem todo o direito de não se envolver, depois só não reclama. É simples assim. O próximo Presidente da República vai indicar quatro ministros ao STF. Se você concorda com o aborto, até mesmo discorda, você concorda com a legalização das drogas ou não, você acredita, né, que o STF tem tido um papel mais político ou mais jurídico. Se você não votar, amigo, não reclama depois, né? Você concorda com o Alexandre Moraes ter banido o X, o antigo Twitter, do Brasil todo? Você concorda de ter perfis à direita terem sido derrubados de forma arbitrária durante as eleições de 2022? Então, assim, para mim não tem problema algum você não querer se envolver. Depois não só reclame porque vai ser tarde demais. A minha dica é: se envolva, seja para qualquer lado, sabe? ‘Ah, sou de esquerda’, beleza, entenda o seu candidato, saiba defender ele. ‘Ah, sou de direita’. Entenda seu candidato, estude sobre ele para você defender a respeito e daquilo que você defende. O que não dá é você não se envolver, depois reclamar. ‘Não me envolvi na política e a picanha que o Lula me prometeu não chegou’. Lamento informar, faz o L.
E você pretende daqui a 4 ou 8 anos se candidatar à Presidência da República?
N: Não, essa discussão não é para agora não. Eu sou deputado federal, tô na reeleição, inclusive quem é de Minas Gerais, vote 222 e cada passo de cada vez, eu só quero servir meu País da melhor maneira possível.
