Passageiros poderão embarcar usando o próprio rosto em vez de apresentar documentos nos aeroportos, mas a mudança ainda depende da regulamentação da Anac

Governo federal publica norma para transformar o rosto do passageiro no único documento necessário para voar pelo Brasil

nova diretriz do governo federal estabelece o reconhecimento facial como o mecanismo principal de identificação de viajantes nos terminais aéreos do país (Foto: Pexels)

Quem costuma enfrentar grandes filas nos aeroportos para apresentar documentos e bilhetes de embarque pode estar perto de ver essa rotina mudar.

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Uma nova diretriz assinada pelo governo federal, na segunda-feira (31/8), quer transformar a biometria facial no padrão oficial de identificação nos terminais aeroportuários de todo o Brasil.

A proposta quer reduzir a dependência de documentos físicos e das checagens manuais, garantindo um caminho livre de barreiras físicas para quem embarca a trabalho ou a lazer.

A medida foi assinada pelo Ministério de Portos e Aeroportos e agora espera a sinalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

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Como o sistema funciona hoje

A tecnologia de leitura facial já faz parte do dia a dia de passageiros que utilizam os terminais de Viracopos, em Campinas (SP), e o Galeão, no Rio de Janeiro, mas ainda depende de cadastros prévios e adesão voluntária por meio de aplicativos de companhias aéreas específicas.

No modelo atual, o sistema opera em caráter experimental ou em portões selecionados, fazendo com que o passageiro mantenha o documento de identidade com foto em mãos para o caso de falhas na leitura digital.

Objetivos por trás da validação sem papel

O grande objetivo da nova tecnologia é trazer fluidez e comodidade ao transporte aéreo moderno. Ao automatizar a checagem de passageiros, os aeroportos reduzem drasticamente o tempo de permanência em filas de segurança e evitam o extravio de documentos em locais públicos.

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O sistema busca alinhar a aviação nacional às cidades inteligentes, garantindo que a tecnologia trabalhe a favor da mobilidade urbana e regional de forma rápida e segura.

Quando a nova diretriz começará a funcionar

A implementação deverá ocorrer em etapas a serem definidas pela Anac.

Os aeroportos que já utilizam ou testam a tecnologia poderão ter de adaptar seus procedimentos às novas diretrizes. Depois, o órgão deverá regulamentar o funcionamento do sistema e definir as condições para sua adoção.

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Biometria nos portos

A política também alcança o setor portuário e hidroviário. A diretriz prevê a utilização de biometria para controle de acesso aos portos, com impacto sobre trabalhadores, passageiros de cruzeiros e usuários do transporte hidroviário.

Em Santos, no litoral de SP, já existe um projeto-piloto de identificação biométrica em andamento.