A Avenida Paulista será palco, neste domingo (1º/2), de mais um ato convocado por lideranças bolsonaristas.
A manifestação está marcada para as 14h, com trio elétrico posicionado na esquina com a Rua Peixoto Gomide, na região central de São Paulo.
O protesto foi anunciado pelo deputado federal Nikolas Ferreira e organizado em conjunto com o deputado estadual Tomé Abduch.
Segundo os organizadores, o custo estimado é de R$ 130 mil, arrecadados por meio de doações.
Estão confirmadas as presenças do senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato ao Palácio do Planalto, e dos governadores Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO), ambos cotados como nomes da direita para a disputa presidencial de 2026.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não participará por estar em viagem oficial à Alemanha.
Quais são as pautas do protesto?
De acordo com os organizadores, o ato terá seis eixos principais:
- “liberdade aos presos políticos”;
- “harmonia entre os Poderes”;
- “combate à corrupção”
- oposição ao aumento de impostos;
- críticas à gestão de estatais;
- e enfrentamento à criminalidade.
Na divulgação inicial, Nikolas incluiu ainda os lemas “Fora, Lula” e críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal, entre eles Dias Toffoli.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também é alvo dos discursos anunciados.
Divergências internas marcam véspera do ato
Apesar da programação definida, o protesto chega à véspera sob sinais de divisão dentro do próprio campo bolsonarista.
Parte das lideranças defende que o foco principal deveria ser a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto outra ala apoia ampliar o discurso para incluir pedidos de impeachment de ministros do STF.
O senador Flávio Bolsonaro afirmou que “cada um dará o seu tom” durante o evento.
Nos bastidores, aliados avaliam que há preocupação em evitar que o ato seja interpretado como palanque eleitoral antecipado, já que reúne possíveis candidatos à Presidência.
Troca de críticas expõe disputa por protagonismo
O clima ficou mais tenso após declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que cobrou maior engajamento de Nikolas e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na articulação política em torno de Flávio.
A troca de críticas nas redes sociais evidenciou um embate interno por espaço e liderança na direita.
Interlocutores do partido admitem que as divergências públicas dificultam a construção de uma frente unificada para 2026.
